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  • Alagoas, de 2013

Uma pena que uma mobilização que começou de forma pacífica tenha descambado para o vandalismo e a depredação do patrimônio

18/06/2013 21:44

Olívia de Cássia – jornalista

 

O País foi pego de surpresa essa semana com a mobilização feita nas redes sociais que arregimentou milhares de pessoas às ruas nas diversas capitais do País. Apesar de já ter visto muitas mobilizações ao longo dos meus anos calejados, confesso que tive um susto quando vi todo aquele povo de volta às ruas protestando, num primeiro instante, contra o aumento das passagens de ônibus.

O fenômeno certamente já deve estar sendo estudado por sociólogos e antropólogos, mas não precisa ir muito longe para a gente saber que toda essa mobilização já é um ‘esquenta’ do que está para vir nas próximas eleições e que o que está em jogo não é apenas o preço das passagens.

Uma pena que uma mobilização que começou de forma pacífica tenha descambado para o vandalismo e a depredação do patrimônio. Não sou contra a mobilização pacífica, às justas reivindicações e os protestos contra a corrupção e a roubalheira, já participei de várias delas,  mas me assustei ao ver uma massa desgovernada, insuflada, quebrando e destruindo o patrimônio público.

Conheço muito bem a massa insuflada o que é capaz de fazer. De repente, nas redes sociais, gente que sempre votou em candidatos conservadores e que sempre defendeu a ditadura militar, estava nas redes chamando para greve e para ir às ruas, como se fosse a mais avançada das criaturas.  

Muito me estranha isso, porque conhecendo a fundo determinadas pessoas, jamais elas teriam coragem, no governo de seus candidatos, de insuflarem alguém para ir às ruas.  Na segunda-feira, os manifestantes apedrejaram o prédio histórico da Assembleia do Rio de Janeiro e queimaram  um carro que estava na frente; na terça-feira, tocaram fogo no carro de transmissão da Rede Record.

Isso atenta contra a democracia. Isso não é manifestação democrática e pacífica. Eu entendo que os partidos políticos e seus comandantes estão desacreditados e muitos emporcalham a política do País. Com essa mobilização, avalio que os partidos políticos saíram enfraquecidos e isso não é muito bom.

As lideranças partidárias precisam saber que o povo está insatisfeito com o desempenho deles e que não é mais massa de manobra, seja da esquerda ou da direita. Na minha humilde avaliação isso tudo é resultado da decepção do povo e do despreparo de uma polícia que é treinada apenas para reprimir, bater e matar,  da falta de traquejo com que o governo de algumas cidades agiu no começo do movimento.

Mas eu torço pelo despertar da juventude brasileira, pela conscientização de seus direitos de cidadãos e se for para salvar nossos jovens da cultura do lek lek, das mulheres melões e melancias e tais e quais e das demais porcarias que eles costumam consumir, que o movimento seja bem-vindo e que um movo horizonte  surja, enriquecendo a história do País.

Lançamento do Grupo de Trabalho (GT) de Acompanhamento da Implementação do Código Florestal em Alagoas será dia 19 de junho, no auditório da Assembleia Legislativa .

17/06/2013 17:23

Com a aprovação do Código Florestal pela presidente Dilma Rousseff, a lei deve agora ser implementada e acompanhada pela sociedade. O lançamento do Grupo de Trabalho (GT) de Acompanhamento da Implementação do Código Florestal em Alagoas ocorre no dia 19 de junho (quarta-feira), às 9 horas, no Plenário da Assembleia Legislativa de Alagoas (Pça Pedro II, s/n, Centro - Maceió). Aberto ao público, o evento é uma realização da Frente Parlamentar Ambientalista de Alagoas, da Fundação SOS Mata Atlântica e da Associação Nacional de Órgãos Municipais de Meio Ambiente (ANAMMA).

A iniciativa é parte da Campanha Nacional de Acompanhamento da Implementação do Código Florestal, que visa sensibilizar e mobilizar a sociedade para que esteja atenta ao cumprimento do novo Código Florestal e para que participe do monitoramento de sua implementação, apoiando e estimulando ações ambientais da sociedade civil organizada, de órgãos públicos e da iniciativa privada. 

“A exemplo do que fizemos com a Lei da Mata Atlântica, queremos levar essas discussões para os Estados, evitando que as decisões e debates aconteçam apenas em Brasília”, explica Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da Fundação SOS Mata Atlântica.  “A ideia é estimular a cidadania e o acompanhamento da Lei, em um processo descentralizado e participativo, e também reforçar o papel das Frentes Parlamentares Estaduais. Por isso, vamos incentivar o acompanhamento do Código Florestal nos Estados da Mata Atlântica”, diz ele.

Um dos temas que será abordado no evento é o Cadastro Ambiental Rural (CAR), uma ferramenta para tornar o processo de regularização ambiental dos imóveis rurais mais simples e ágil, e que está previsto como um dos mecanismos do Código Florestal aprovado.

O GT de Acompanhamento da Implementação do Código Florestal integra a Frente Parlamentar Ambientalista de Alagoas. A Frente tem como objetivo assegurar a discussão da agenda ambiental pelo Legislativo, bem como apoiar políticas públicas e ações governamentais e da iniciativa privada que promovam o desenvolvimento sustentável no Estado. As Frentes Parlamentares Estaduais são um desdobramento da Frente Parlamentar Ambientalista nacional, com atuação no Congresso.

- SERVIÇO

O que: Lançamento do Grupo de Trabalho de Acompanhamento da Implementação do Código Florestal da Frente Parlamentar Ambientalista de Alagoas

Quando: 19 de junho, às 9h

Onde: Plenário da Assembleia Legislativa de Alagoas (Pça Pedro II, s/n, Centro - Maceió)

Informações:  Rejane Pieratti - (61) 8138-3000 / rejane.pieratti@gmail.com

 

Comissão agora está vinculada à Secretaria de Estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos (SEMCDH)

17/06/2013 16:15

Por Maryana Damasceno

 

Nesta segunda-feira, 17, através de despacho do Diário Oficial, o governador do Estado, Teotonio Vilela Filho, alterou a lei de número 7.407, de agosto de 2013, que instituiu a Comissão Estadual da Verdade em Alagoas. A Comissão, agora, é nominada de Comissão Estadual da Memória e Verdade Jayme Miranda, levando o nome do jornalista militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB) nas décadas de 50 e 60.

O objetivo dessa comissão é acompanhar e subsidiar a Comissão Nacional da Verdade nos exames e esclarecimentos às graves violações de direitos humanos ocorridos no período de 1946 e 1988, incluindo a Ditadura Militar. Assim, irá contribuir para a efetivação do direito à memória e à verdade histórica.

A comissão poderá solicitar informações, dados e documentos de órgãos e entidades do Poder Público, classificados em qualquer grau de sigilo. Poderá atuar articuladamente com órgãos federais, estaduais e municipais e também firmar parcerias com instituições de ensino superior ou organismos internacionais para o desenvolvimento de suas atividades.

De acordo com o Secretário-chefe do Gabinete Civil, Álvaro Machado, agora que a lei já foi sancionada pela Assembleia Legislativa de Alagoas, os trabalhos irão iniciar em breve. “A comissão será composta por sete membros, que serão indicados pela SEMCDH para serem avaliados pelo Governador. Após a aprovação, publicaremos um decreto com os nomes que exercerão um mandato de dois anos na Comissão Jayme Miranda”, concluiu o secretário.

Além disso, o governo vai destinar R$ 1,2 bilhão à aquisição de medicamentos e insumos para o abastecimento das farmácias básicas de todos os municípios brasileiros.

16/06/2013 15:02

Aline Leal Repórter - Agência Brasil

 

Brasília - O Ministério da Saúde vai financiar a organização de farmácias em unidades básicas de Saúde de 453 municípios considerados de extrema pobreza. Os gestores interessados em receber o apoio devem se inscrever até o dia 27 de junho no Eixo Estrutura do Programa Nacional de Qualificação da Assistência Farmacêutica (QualifarSUS).

Inicialmente, cada município vai receber R$ 17 milhões destinados à compra de equipamentos e mobiliário e à contratação de pessoal das centrais de Abastecimento Farmacêutico e das farmácias nas unidades básicas de Saúde. Em seguida, os municípios selecionados vão receber mais R$ 24 mil por ano para o custeio e a manutenção dos serviços.

Além disso, o governo vai destinar R$ 1,2 bilhão à aquisição de medicamentos e insumos para o abastecimento das farmácias básicas de todos os municípios brasileiros.

Municípios que fazem parte do Programa Brasil sem Miséria, com até 100 mil habitantes ou que participam de outros programas da atenção básica, como o Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (Pmaq), o Programa de Requalificação das Unidades Básicas de Saúde (Requalifica UBS) e os que utilizarem o sistema Hórus ou sistemas próprios de gerenciamento de estoques terão prioridade na seleção.

Além da jaqueira, os moradores do povoado lembram que também se protegeram em cima de uma mangueira e de lenhas que estavam apinhadas no local.

16/06/2013 12:14

Foto: Olívia de Cássia

 Dona Irinéia é a artesão do barro do Povoado Muquém

Dona Irinéia é a artesão do barro do Povoado Muquém

Olívia de Cássia-Repórter

Na próxima terça-feira, 18, quando completa três anos das enchentes do Rio Mundaú e Paraíba, a Secretaria de Cultura do município de União dos Palmares lembrará, às 15h,  a enchente ocorrida no município, quando afixará uma placa na mangueira do Povoado Muquém, local onde cerca de 20 pessoas se protegeram das águas do Rio Mundaú, em junho de 2010.

Além da jaqueira, os moradores do povoado lembram que também se protegeram em cima de uma mangueira e de lenhas que estavam apinhadas no local.

Segundo a secretária de Cultura, Genisete Lucena, ao todo foram 55 pessoas que escaparam por pouco, além de uma cadela vira-latas de nome Filó e um frango.

“Haverá na solenidade, além da placa lembrando os moradores do Muquém, o lançamento do livro ‘A menina do barro’, impresso pela Gráfica Oficial Graciliano Ramos, da autora Gianinne Bernardo, que conta a história de dona Irinéia Nunes, a artesã do barro do povoado”, conta Genisete.

Dona Irinéia Nunes foi denominada patrimônio imaterial do Estado e também sobreviveu às águas da enchente. A secretária observa que dentro da programação do evento também vai haver o lançamento de uma pequena reportagem em vídeo sobre o Muquém de antes e agora, depois da reconstrução, contendo depoimentos dos sobreviventes das enchentes e que depois será publicado no site http://www.orelampago.com.