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Ailton Villanova
24/05/2013 23:04
O ilustre Hélio Cavalcante, primo do radialista e jornalista Reinaldo Cavalcante nunca aceitou o apelido de "Caga Praça". E quem aceitaria um infeliz cognome desse? Vários foram os apêlos feitos pelo Reinaldo, em favor do parente, no sentido de que a turma da galhofa desse um basta na molecagem desfavorecedora à pessoa do bom Hélio. Mas, pensando direitinho, ele próprio foi o culpado...
Faz muitos anos. Bastante jovem, ainda, o grande Hélio tomou um homérico porre e o seu fígado não teve como resistir. Como consequência, bateu-lhe uma disenteria violentíssima, isso em plena madrugada do sábado de Alelúia.
Hélio estava voltando pra casa, no Poço, na base do amor febril, depois de ter feito uma farra com velhos amigos, lá pelas bandas do Feitosa. Quando atravessava a Praça Senhor do Bonfim - que ainda não tinha aquele viaduto -, seus intestinos começaram a destrambelhar, por causa da misturada de tripa de porco com sarapatel e maçunim e cerveja, que o figado não conseguiu metabolizar, por causa do exagero do Hélio. Olha a vontade de fazer cocô!
Segurando a barriga e andando meio em pé, meio acocorado, Hélio Cavalcante não teve condições de continuar a caminhada. Mal teve tempo de subir a calçada da praça. Ao tentar o primeiro passo, depois da subida, abriram-se suas comportas anais e o cocô ralo desceu quente e ligeiro. Ainda bem que era madrugada e o mundo todo estava deserto.
Coube ao Hélio agachar-se por trás de uma planta e despejar o resto do cocozão que havia feito nas calças. Aí, surgiu outro problema: como limpar o "foreba"? Começou a caçar nos bolsos. Encontrou num deles uma folha de papel dobrado. Na situação em que se achava, nem teve o cuidado ou a preocupação de reparar do que se tratava. Limpou o fiofó com ele.
Dia seguinte, os moleques da rua onde Hélio residia, começaram a tirar a maior onda com ele:
- Caga Praça! Caga Praça!
Tomando conhecimento do lamentável fato, Reinaldo Cavalcante procurou o primo:
- Que história é essa que você andou fazendo sujeira no meio da praça?
- Eeeuuu?! Calúnia, Rei! Ninguém prova nada contra mim. Quem foi que inventou essa história ridícula?
E o Reinaldo:
- Ninguém inventou nada, primo. Você deixou lá uma prova incontestável no "local do crime"...
- E que tal de prova é essa?
- Justamente o seu Certificado de Reservista de 1a. Categoria. Você limpou a bunda com o documento e o deixou jogado na praça. Isso é crime, rapaz!
Não havia como o Hélio se defender, diante de prova tão contundente. No Certificado de Reservista utilizado indevidamente, encontrava-se pregado o seu retrato.
Morte macha
Três amigos altamente biritados, conversavam miolo de pote em volta de uma mesa, no botequim do Náu Bilunga, situado no Barro Duro.
Primeiro deles, o tal de Zelofrânio, saiu-se com essa, sem quê e nem pra quê:
- Todo mundo tem que morrer um dia, é ou não é?
O segundo, intitulado Aculínio, completou:
- Morrer, só se for na tranquilidade... numa boa!
Zelofrânio retomou a palavra:
- Eu queria morrer como os Mamonas Assassinos, explodindo com avião e tudo. Legal às pampas, aparecer no rádio, na TV...
O terceiro, Odismobílio entrou no papo, exagerando:
- Melhor é o cara morrer frito, dentro de um submarino pegando fogo, no fundo do mar. Taí, eu gostaria de entrar nesse barato radical. E tu, Aculínio? Todo mundo explicou como gostaria de morrer. Você só disse que gostaria de morrer tranquilo... numa boa, mas não disse como!
- Ah, tá bom. Eu gostaria de morrer baleado por um marido ciumento, com mais de trinta tiros na caixa dos peitos, em cima da cama dele, abufelado com a mulher do próprio. Isso é que é uma morte macha!
Médico e gozador
Quando estava com sua veia humorística 100% irrigada, o médico Aílton Rosalvo Cardoso chegava às raias da irreverência. E da irresponsabilidade, também. Mas era um bom sujeito.
Certo dia, ao chegar ao IML para cumprir o seu plantão como perito legista, foi abordado por um popular conhecido como Macarrão, tão fino ele era:
- Doutor, eu estava esperando aqui, pra falar com o senhor...
- Nesse caso vá falando, meu santo. Qualé o babado?
- É o seguinte, doutor: eu gostaria que o senhor me arrumasse um atestado médico, que é pra justificar minha falta no trabalho...
Doutor Aílton examinou atentamente a figura e respondeu:
- Por que você não leva logo um atestado de óbito?
De outra feita, no posto de saúde do estado, onde também clinicava, acumulando com a função de legista, ele examinava um doente, fazia uns 10 minutos. Terminou, arrumou os seus instrumentos médicos na maletinha e foi saindo todo lampeiro. Aí, foi abordado pela mulher do paciente:
- O senhor não vai receitar nenhum remédio pro meu marido?
- Precisa não.
- Precisa não?! Ele vai ficar bom?
- Eu não disse isso. Mas ele não precisar tomar remédio nenhum!
A mulher ficou embatucada:
- Mas, doutor, e se ele tiver outra daquelas convulsões, o que é que eu devo dar?
- Se for de manhã, a senhora dê apenas... bom dia!
Nem precisou. O paciente morreu naquela noite.
23/05/2013 22:41
Para mostrar serviço, ou para enganar os tolos, Governos apreciam muito bolar idéías. No atual, então, elas têm surgido de lapada, porque o próximo ano é ano eleitoral. Agoramente - conforme diria o coronel Odorico Paraguassu -, estão lapidando uma tal de Medida Provisória instituidora do "Incentivo à Natalidade", cujo cumprimento é tão obrigatório quanto a fiel observância à lei de votar. Prevê a tolerância de cinco anos, a partir do casório, para que marido e mulher tenham pelo menos um filho.
A MP do "Incentivo à Natalidade" chama bastante a atenção dos casais para o seguinte: se no fim do prazo de cinco anos não conseguirem ter ao menos um filho - aí é que está! - o governo destacará agentes auxiliares para gerarem crianças, mediante contatos íntimos com as respectivas mães.
Nesse embalo, nessa onda, registrou-se o seguinte drama:
Preocupadíssima, madame Aristárcia abordou o marido Abionésio mal ele entrou em casa, de volta do trabalho cansado pra cacete:
- Amor, estamos compleando hoje 5 anos de casados e não tivemos nem um filhozinho prá remédio. Será que o governo vai mandar mesmo o tal agente que andam falando na imprensa, na TV e no rádio?
- É possível que sim...
- Ai, meu Deus! E se ele vier mesmo?
- Não posso fazer nada, não é meu amor? Lei é lei!
A noite transcorreu tranquila. Dia seguinte quando o Abionésio saiu para o trabalho, bateram à porta. Madame Aristárcia abriu e deu de cara com um sujeito de boa aparência. Tratava-se do fotógrafo Películo Flexa, que havia se enganado de endereço:
- Bom dia, madame! Eu sou...
- Ah, já sei. Pode entrar.
- Obrigado. Seu esposo está?
- Não. Acabou de sair pro trabalho.
- Presumo que esteja a par...
- Sim, ele está por dentro de tudo. Eu também concordo.
- Ótimo. Então, vamos começar.
- Mas, já? Tão rápido!
- Preciso ser breve, porque ainda tenho quinze casas pra visitar.
- Minha Nossa!!! O senhor aguenta?
- O segredo é que eu gosto muito do meu trabalho. Me dá muito prazer!
- Então, vamos começar... Como faremos?
- Permita-me sugerir: uma no quarto, duas no tapete e duas no sofá.
- Serão necessárias tantas assim?
- Bem, talvez possamos acertar na mosca já na primeira tentativa.
- O senhor já visitou algumas casas neste bairro?
- Não, mas tenho algumas amostras do meu trabalho (mostrou algumas fotos de crianças). Não são lindas?
- Lindíssimas! Foi o senhor mesmo quem fez?
- Todas. Veja esta aqui, por exemplo. Foi conseguida na porta de um supermercado.
- Que horror! O senhor não acha muito público?
- É que a mãe queria muita publicidade. Veja esta outra. Foi em cima de um ônibus. Foi um dos serviços mais difíceis que eu já fiz... imagine só.
- Claro que eu imagino. Ainda bem que eu sou muito discreta e não quero ninguém me olhando.
- Ótimo. Eu também prefiro assim. Agora, se me dá licença, preciso arrumar o tripé.
- Tripé???!!!
- Sim, madame. O negócio além de pesado, depois de armado mede quase meio metro...
Aristárcia caiu estatelada no chão. Infartada.
Baiano radical
Dando um de turista em Salvador, o Zezito Frazão encontrou um amigo baiano, residente naquela capital. Depois do abraço no cara, ele indagou:
- Ô Anselmo, fiquei sabendo que você tá praticando um esporte radical, é verdade?
- Verdade, meu rei. É adrenalina pura!
- Qual é o esporte?
- Jogo de ximbra!
Ditão, o mulherengo
Praia da Jatiúca. Encostado no balcão de uma barraca, o malandro Ditão, um tanto quanto biritado, expressava o seu ponto de vista a respeito da família, pro amigo Esmerivaldo "Boquita":
- Eu te digo, mano velho, sou um cara muito ligado ao barato familiar. Sou a favor de famílias grandes, certo?
- Tá certo. É isso aí. Mas por que você defende tanto essa idéia?
- Simples. Eu tenho seis mulheres!
Doadora nojenta
Campanha governamental em favor do Hemoal. Envolvidos médicos, enfermeiros, assistentes sociais, técnicos e uma fila enorme de doadores voluntários. Aí, chega a vez de uma bicha, muito doida, ser atentida. A enfermeira perguntou:
- Você é doadora de sangue há muito tempo?
E a bicha:
- Doadora de sangue? Vôte! Eu sou é doadora de fiofó!
22/05/2013 22:59
Ele reinou nas noitadas maceioenses. Antônio José de Campos, o Tonho do Bolero, foi um dos nossos boêmios mais notórios. Na saudosa zona do meretrício do Jaraguá, então, ele dava dia santo. Todos os passos de gafieira dominava numa boa e no tracejado do tradicional bolero era imbatível. Daí, o apelido.
Uma noite, tempos depois do fechamento dos bordéis do bairro portuário - por determinação do coronel do exército Adauto Gomes Barbosa, secretário de Segurança Pública de então -, ele reencontrou a gordinha Cleonice - grande paixão de sua vida -, numa quebrada do Tabuleiro do Martins e os dois se abufelaram na base dos beijos e abraços.
Num barzinho modesto, porém decente, Tonho do Bolero e Cleonice relembraram os velhos e bons tempos, entre goles de cerveja e mastigadas de tira-gosto de sarapatel com farinha. Lá pelas tantas, Tonho do Bolero se levantou e falou para a mulher, aquelas alturas já bastante castigada:
- Vou ao mictório. Preciso tirar uma aguinha do joelho, morou? Volto já...
- Vá, meu nego. Não demore, hein?
Tonho do Bolero demorou algum tempo atendendo a sua necessidade fisiológica e voltou para a mesa acabrunhadíssimo. Sentou-se e ficou reparando para o chão, que nem peru bêbado. Cleonice estranhou a atitude do cara:
- Que foi que aconteceu, meu nego? Você ficou triste tão de repente!
- É, foi...
- Fique assim não. Olha, tá lembrado daquela noite que nos conhecemos? Foi num barzinho muito parecido com este, lá no Duque de Caxias. Você estava excitadíssimo! Na segunda cerveja, largou minhas mãos, correu pro banheiro e voltou todo sorridente. Mudou um pouco, hein?
- É isso - disse ele. - Naquela noite eu fui ao banheiro tremendo de emoção. Cheguei lá, abri a minha braguilha e, com um jato, parti a pedra de gelo que estava dentro do mijador. Hoje, bebi vinte vezes mais, fui fazer a mesma coisa e não consegui, sequer, empurrar a bolinha de naftalina!
Vinte e cinco anos depois...
Entusiasmada, dona Silicônia chegou pro marido Catervaldo e sapecou o seguinte papo sugestivo:
- Amor, tá lembrado que vem aí o nosso aniversário de casamento? Que tal a gente fazer uma comemoração? São Bodas de Prata, meu amor!
E ele, igualmente animado:
- É uma boa, minha filha! Mas, sem muita gastança, tá legal? Você sabe que a grana anda meio curta...
No fim de semana seguinte o casal foi curtir o barato dos 25 anos de feliz matrimônio, com uma bela idéia na cachola: eles repetiriam o roteiro da lua-de-mel. De modo que escolheram a mesma cidade, o mesmo hotel, o mesmo quarto.
Conservadora ao extremo, Silicônia levou a camisola que usou na noite de núpcias. Casal instalado no quarto, madame cuidou de se perfumar toda e vestir a sobredita vestimenta, enquanto Catervaldo se dirigia ao banheiro. De repente, ele disparou na gargalhada: quá, quá, quááá´...
Na volta dele ao dormitório, a mulher perguntou curiosa:
- Por que você estava rindo tanto, meu amor?
E o Catervaldo:
- É que eu me lembrei de um lance...
Silocônia continuou, sonhadora:
- Sabe, amor, eu agora estou me lembrando como foi linda a nossa primeira noite. É como se fosse hoje. Olhando em redor, vejo que ainda está tudo igualzinho por aqui!
- É, tá...
- Como agora, naquela noite você foi ao banheiro e também soltou uma gargalhada igualzinha!
- É verdade.
- E você ainda não me explicou por que estava rindo tanto no banheiro...
- Simples, minha filha. Naquela noite, há 25 anos, eu cheguei no banheiro pra fazer xixi, molhei o teto. Hoje, voltei lá e só conseguí molhar os pés.
Os pêlos do pescador
Promovendo uma arrumação em regra numa das dependências mais reservadas de certo museu italiano, o velho sacerdote Abrôncio Vespasiani encontrou um chumaço de pêlos humanos. Depois de analisá-lo percucientemente, chegou a conclusão que os referidos só podiam ser da barba de São Pedro. Uma grande descoberta, portanto.
Bastante eufórico, padre Abrôncio despachou uma carta urgente ao Vaticano, relatando sobre o fato e opinando no sentido de que a descoberta poderia se tratar de uma relíquia sagrada. Logo, o Vaticano respondeu dando conta de que estava enviando ao museu um perito em antiguidades, para fazer uma avaliação do achado.
Muito excitado, o velho sacerdote convocou as freiras de um convento vizinho para ajudá-lo na faxina do museu. Colocou os pêlos preciosos numa redoma de vidro e recomendou a uma das freiras encarregadas da limpeza muito cuidado, que "aquilo era muito valioso" e poderia levar o museu à fama mundial.
A freirinha começou a limpar, espanar, soprar o pó. De repente, ao erguer a redoma de vidro, veio uma corrente de ar e soprou os tais pêlos pro espaço. Apavorada, morrendo de medo de levar uma bronca, a religiosa olhou para todos os lados e tratou de substituir os pêlos extraviados. De sua cabeça não dava, porque eles eram muito lisos. De modo que providenciou uns pêlos encaracolados de seu próprio pentelho. Na semana seguinte, chegou o especialista para examinar os pêlos. Ele apalpou, cheirou, fungou e concluiu, entusiasmado:
- Eles são mesmo de São Pedro. O seu cheiro peculiar não deixa dúvidas! São Pedro era pescador!
22/05/2013 01:53
Quando nasceu, num leito de maternidade pública, o Sindulfo já veio com o seu destino desenhado e definido: seria defensor dos carentes, dos fracos e dos oprimidos. Mais tarde, ele próprio aperfeiçoou o espírito de solidariedade e a caridade - modelos de sua personalidade. Sua avó, dona Alexandrina, até que deu uma força para ele ser frade franciscano, em razão dos traços de desprendimento, de bondade e de religiosidade que começou a desenvolver a partir dos cinco anos de idade. Quase conseguiu.
Sindulfo aprecia bastante de emitir conceitos filosóficos, baseado na compreensão e no amor ao próximo. E, como não é de ferro, adora uma lourinha suada, sempre aos domingos, depois da missa, na companhia de amigos mais chegados, principalmente do Corifeu - que considera "um injustiçado"! Linhas abaixo, explico porquê.
Numa mesa de bar, cerveja rolando numa boa, Sindulfo e a turma de sempre discutindo assuntos diversos, incluindo aí o futebol. De repente, ninguém sabe explicar por qual razão, salta um dos caras da patota e puxa o assunto da cornice do Corifeu. Naturalmente que o Sindulfo não gostou da ideia e tratou de defender o amigo (que não se fazia presente) com uma das suas pérolas de raciocínio:
- Gostaria que vocês prestassem atenção no que vou dizer e depois me respondessem o que em seguida eu perguntasse, pode ser?
Todo mundo concordou e ele mandou lá:
- Uma pessoa que, de vez em quando, toma lá sua cervejinha, ou um cálice de um bom vinho do porto, pode ser considerada alcoólatra?
- Não, claro que não! - respondeu um dos amigos, com a concordância dos demais.
O Sindulfo prosseguiu:
- E uma pessoa que numa festa, dá um tapinha num cigarro de maconha, para não ficar "por fora", pode ser chamada de viciada?
Todos respondem que não, e o Sindulfo continuou:
- Alguém que goste de um carteado com a família, nos fins de semana, pode ser considerado um jogador inveterado?
- Lógico que não, Sindulfo! Onde diabo você quer chegar com esse papo? - impacientou-se um dos caras, com a aprovação do resto do pessoal.
Sindulfo, o bom, concluiu o seu raciocínio:
- Pois então! Da mesma forma, não se pode chamar o Corifeu de corno só porque a mulher dele gosta um bocadinho de transar com a rapaziada da vizinhança!
Radicalizou total
Satanás não estava mais aturando Karl Marx no inferno. Era o tempo todo naquela lenga-lenga de diabos exploradores contra diabos explorados. E tome greve! E haja manifestação pública, com queima de pneus nas ruas, o escambáu. O demônio já estava pelo gogó, com o cara.
E o que fez Satanás, então? Resolveu ligar pro céu e pedir pra Deus ficar com Marx por lá. Deus topou. Passou-se algum tempo, Satanás ligou novamente para saber como estavam indo as coisas. Quem atendeu foi São Benedito.
- Alô São Benedito? Aqui é Satanás. Me chama o Pedro aí pra me informar como é que Deus tá se virando com o Marx no céu.
- Em primeiro lugar, caro Satanás, me chame de camarada Benedito. Em segundo, o camarada Pedro está em greve. E em terceiro, Deus não tá com nada. Simplesmente não existe!
E o cara virou anjo!
Dona Baltiméria encontrou a amiga Antonésia no supermercado e foi pro abraço. Em seguida, fez a seguinte observação:
- Puxa, mulher, quanto tempo a gente não se vê, hein? E nós morando na mesma cidade!...
- Pois é. A gente precisa se ver mais, como os velhos tempos, né?
- É isso aí. Mas, me conta, como vai a família? E o seu marido, o Abelardo, como está?
- Bom, o Béo agora é um anjo!
- Ah, quer dizer que ele agora tomou jeito, hein?
- Definitivamente. Ele foi procurar um vazamento de gás com um fósforo aceso.
Meio surda, meio cega
Como não quer nada, mas querendo, a velhinha de passos lentos e trôpegos, entra no posto de atendimento do SUS. Sai driblando aquele monte de gente e, finalmente, entra uma na sala de espera do consultório médico e senta lá. A recepcionista a adverte:
- Hoje não é dia de consultas.
Sorridente, a velhinha permanece sentada. A recepcionista entende que ela deve ser surda e lhe mostra a mesma frase escrita num pedaço de papel.
E a velhinha:
- Por favor, leia pra mim, querida. Estou sem óculos.
Infidelidade ao máximo
Um casal morre num desastre. Chega ao céu e São Pedro faz o questionário de praxe. No tópico "infidelidade conjugal", para cada falta cometida, há uma agulhada, como castigo.
O computador celeste acusa três infidelidades da mulher e ela é espetada três vezes. Aí, ela pergunta:
- E o meu marido?
- Ah! - responde São Pedro. - Esse nós colocamos numa máquina de costura.
O que ele diria
Faculdade de Medicina. Mais de uma dezena de jovens reunidos na sala de aula, prestavam a maior atenção ao professor Duda Calado, de saudosa memória. De repente ele se dirige a um dos alunos e pergunta
- Suponhamos que, ao fazer a necropsia de um cidadão, você descobre que o indigitado não tem coração. O que você diria?
E o aluno:
- Eu diria... "Putaquipariu! Cadê o coração do cara?"
20/05/2013 23:29
Pense num sujeito boçal, gomeiro. Você esquenta o juízo e conclui que é tarefa difícil, quase impossível, encontrar alguém com todos esses "atributos" reunidos em torno de si. Ou sobre si. Pois, parafraseando o próprio Cristo, "data vênia", em verdade, em verdade, vos digo: aqui na praça temos um tipo que representa tudo isso. É o tal de Joelmo Raposo, o popular Raposão, nascido no bairro do Pontal da Barra, em noite chuvosa e de cantorias de sapo cururu. Feio que nem desastre de trem, só queria namorar menina, bonita e virgem, pensamento igualzinho ao daquelas garotas idiotas que vão ao programa "Vai dar Namoro", apresentado pelo Rodrigo Faro, na TV Record.
Raposão batia no peito e bradava:
- Mulher "furada" não é comigo! Só me caso com mulher intacta, bonita e, se possível, cheia da grana.
Raposão é analfabeto de pai e mãe. No seu raciocínio simplista e imbeciloide, definiu, ao ser indagado por um amigo como era que ia descobrir uma "mulher intacta" :
- Bom, se ela não souber o que é um pau, é porque é virgem mesmo!
Cabelo brilhantinado, roupa engomada e sapatos lustrosos, Raposão começou a procurar a sua virgem em tudo quanto foi de festa religiosa, principalmente no interior, onde dá muita matutinha ingênua e bonitinha. Quando engatava um namoro, acabava sempre mostrando o biláu, para testar a garota.
- Sabe o que é isto? - perguntava.
Normalmente as meninas gozavam da cara dele:
- Ôxi, tá falando dessa besteirinha?
Esse tipo de namorada logo era descartado pelo boçal.
Mas Raposão, já entrando para a casa dos 50 janeiros, não se dava por vencido.
Até que, finalmente, uma garota passou no teste. Era uma evangélica, que ele conheceu numa cerimônia de batismo de um amigo, em Palmeira dos Indios.
A "irmã" era (era, não. É!) a criatura mais linda do mundo, arzinho angelical e perfumada que nem uma flor. Quando Raposão mostrou o "negócio" pra ela, a garota fez a maior cara de espanto, demonstrando total ignorância sobre a matéria.
- É essa! - pensou Raposão, todo contente -, finalmente encontrei a virgem com quem irei me casar. Deus é bom! Ele tarda mas não falha!
Na semana seguinte o cara estava levando a jovem ao altar, numa cerimônia religiosa ecumênica, celebrada por um padre e por um pastor protestante. A festa foi linda!
Mais tarde, na noite de núpcias, os dois peladinhos na cama, prontos para o "vira-e-mexe", ele reiterou a pergunta:
- Você tem mesmo ideia do que é isto?
- Não.
- Não sabe o seu nome?
- Não.
- É pinto! Pau, cacete, rola...
- Ah, sim! Mas eu só conhecia daqueles bem maiores e pretos...
Olho vivo, meu!
E nasceu outro filho daquele cara, o Correinha. Daí duas semanas ele levou o bebê ao médico e se queixou:
- Doutor, tem algum problema com esse menino! Já faz umas semanas que ele nasceu e ainda não abriu o olho!
Assim que o médico bateu o olho na criança, viu que se tratava de um bebezinho mestiço, filho de japonês, e perguntou pro cara:
- Tem algum japonês morando na sua rua, ou perto de você?
- Tem o meu vizinho Tanaka, por quê?
E o médico:
- Quem devia ter o olho aberto era você!...
O assunto era outro, mas...
Boêmio, cantor de boates, botecos e afins, Rosbevildo Carlos, imitador do rei Roberto, ficou disfônico, quer dizer, rouco, de tanto cantar na festa de aniversário do Manuel Miranda. E o pior é que ele tinha compromisso para o dia seguinte, em Coruripe. No meio da noite, na maior aflição, ele resolveu ir à casa de um médico, conhecido. Ao chegar ao sobrado onde mora o esculápio, encontrou tudo escuro. Atirou uma pedrinha na janela do quarto, que fica no andar superior, e sussurrou o mais alto que conseguiu, já que sua garganta não estava permitindo tom de voz mais acima:
- O doutor está?
A mulher do médico abriu a janela:
- Não! Não está! Pode subir!
Socorro! A mãe está morrendo!
O garotinho Sidclay viu pela primeira vez uma foto de mulher com os seios de fora, ficou bastante curioso e perguntou pro pai que negócio era aquele. Pouco afeito a pedagogias modernas, o pai deu uma explicação estapafúrdia pro menino:
- Ah, são bexigas, iguais às que tinham de enfeite no seu aniversário!
- E pra que serve, pai?
- Bom... se a mulher estiver murchando... quer dizer, morrendo... é só soprar ali no bico que ela enche de novo e volta a viver.
E o papo morreu aí. Dias depois, Sidclay ligou para o celular do pai, apavorado:
- Painho! Painho! A mãinha tá morrendo!
- Quêisso, meu filho? Por que você está dizendo isso?
- É, painho. Ela tá lá na garagem, deitada dentro do carro, gemendo! E o vizinho tá soprando no bico de uma bexiga dela, tentando salvá-la! E ele até tampou o buraco que ela tem embaixo, pro ar não escapar!
... Mas que foi madeira, foi!
Todo fortão e cheio de macheza, um tal de Nivaldo foi ao médico, com um enorme machucado no rabo. O médico olhou e disse categórico:
- Foi pinto!
- Quêisso, doutor?! Não foi pinto de jeito nenhum! Eu caí em cima de um pedaço de madeira .
- Muito bem. Eu tenho duas pomadas aqui: uma para lesão provocada por pinto e outra para ferimentos ocasionados por madeira. Você escolhe a que quer usar. Porém já vou logo avisando: se foi pinto e você usar a de madeira, você morre.
- Tá bom, eu vou usar a do pinto... Mas que foi madeira, foi!
Testemunhas e testemunhas
Malandro folgadíssimo, o tal de José Osplizio, vulgo Boca de Garrafa, tem mais entradas em delegacias do que os próprios delegados. O meliante não escolhe infração para se envolver. Topa todas. Bandidagem é com ele mesmo.
Dia desses estava diante de um delegado de polícia durão, que o interrogava:
- Além desse último banco que você assaltou, quantos outros mais você roubou?
- Qualé, chefia? Tô limpo nesse barato...
- Limpo coisa nehuma! Posso trazer aqui mais de uma dúzia de testemunhas que viram você entrar no banco e assaltá-lo!
- Grande coisa, doutor! Eu posso trazer bilhões de pessoas que não viram nada!
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