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  • Alagoas, de 2013

28/03/2012 08:38

Um verdadeiro escárnio nacional. O programa da Band 'Custe o Que Custar' - CQC desnudou aquilo que já sabíamos há muito tempo. Alagoas é uma piada pronta em nível nacional. Nossos políticos são aquilo mesmo, infelizmente. Detentores de mandatos eletivos sem a menor capacidade, reflexo de uma sociedade empobrecida, onde a maioria da população vive em situação de risco social, devido exatamente a essas práticas nefastas de políticos sem escrupulos, sem vergonha e sem pudor.

As entrevistas refletiram bem o que nós temos em relação ao nosso parlamento, que é, de longe, um dos piores de todos os tempos. Deputados que conseguiram seus mandatos sem ter que beijar careca de criança pobre. Eles simplesmente compram os votos necessários. Intimidam setores sociais com sua prepotência coronelista e mandam e desmandam no nosso combalido estado natal.

Sabemos que nem tudo está perdido, mas que a maioria dos nossos deputados são ignorantes, desprovidos de inteligência básica e verdadeiros caras-de-pau, isso são.

A Assembleia Legislativa de Alagoas é de longe a nossa maior ferida, aberta nas entranhas de um estado que só vive em manchetes desfavoráveis. Teve até o deputado Olavo Calheiros, num momento de destempero, agredindo o repórter. Ainda teve deputado que reclamou da forma como o jornalista abordou seus colegas.

Lamentavelmente ainda teremos que conviver com esses tipos nojentos, arrogantes, cheios de 'assessores' com arma na cintura, pagos com dinheiro público, sem a menor vergonha do que são.

Dito isto, quero apenas lembrar, como sou um otimista, de alguns deputados que não fazem parte dessa zona que é atualmente a nossa Assembleia. Cito alguns como os deputados Ináciio Loiola (sertanejo, especialista em Rio São Francisco e no desenvolvimento da região), Ricardo Nezinho (jovem político de Arapiraca, sério, preparado e preocupado com essa imagem negativa), Judson Cabral (Sempre ponderado nas suas falas, um verdadeiro esteio de ética) e até o Ronaldo Medeiroso, que tem se mostrado uma revelação na nova legislatura.

23/08/2011 11:47

Em pouco mais de 40 dias, podemos dizer que mais "um filho" veio ao mundo. O nosso portal tribunahoje.com, fruto de incasáveis tardes, noites e madrugadas de muito trabalho, finalmente começa a dar os primeiros passos, rumo à liderança. Temos o maior conteúdo, disparado. Temos também o maior número de jornalistas em atuação em um portal de notícias em Alagoas (somos 32 profissionais ativamente trabalhando praticamente 24 horas por dia). Nossos meninos e meninas, muitos deles "formados" na lida cotidiana do jornal Tribuna Independente tem dado provas de competência e abnegação. Estamos todos juntos no mesmo barco, nada nos leva temor, muito menos o trabalho.

Somos uma coooperativa, única no mundo que reúne duas categorias de profissionais de comunicação (jornalistas e gráficos). Temos o orgulho estampado nos rostos dos justos, pois sabemos que o que fazemos agora deve ecoar na eternidade. Nossas cooperativa é um embrião de algo grande e forte que será lançado em nível nacional, a partir de Alagoas, através dos bits da internet. Nosso portal está presente em todos os continentes desse mundo chamado Terra. Somos vistos por todos os estados brasileiros e a cada dia que passa crescemos 200%. Logo logo poderemos anunciar algo novo e extraordinário que criamos: a certeza de que com trabalho honesto e muita dedicação é possível viver sem patrão, sem dono. Esse é o nosso espírito desde o primeiro dia de criação da cooperativa, no dia 10 de julho de 2007.

Precisamos também pontuar o grande apoio que temos tido da Organização das Cooperativas Brasileiras, seccional Alagoas. Sem a OCB-AL nada seria possível. Não poderia também deixar de agradecer o Victor e o Geo da VGWeb e todos os outros profissionais que contribuíram com nosso projeto.

Esse artigo é necessário para que todos (as) possam saber que por trás da Tribuna Independente e do portal tribunahoje.com existem dezenas de profissionais, que souberam pegar seus destinos em suas próprias mãos e fazer história.

 

20/07/2011 08:45

Os nomes dos envolvidos na história a seguir serão mantidos em sigilo por questões óbvias. Relato uma história que ouvi sobre uma mãe, de classe média, que ao chegar em casa não encontrou seu filho, um jovem de 16 anos. Desesperada ligou para várias pessoas, mas não obteve resposta do paradeiro do menino. Já noite, o telefone de sua residência tocou, era um traficante que disse taxativo: “Estou aqui na favela com seu filho. Ele deve R$ 50 de “produto” e se a senhora não trouxer o dinheiro, vou matá-lo agora mesmo”. Diante dessa ameaça assustadora, a mãe pegou seu carro e foi até a favela, pagou o que seu filho devia ao traficante, e resgatou-o.

O trama da família começou quando o menino tinha entre 12 e 13 anos de idade. Ele já foi internado por três vezes em clínicas especializadas e até nas famosas fazendas da esperança. Atualmente, o jovem está em recuperação, mas o trama continua, pois a mãe sabe que a qualquer momento pode haver uma nova recaída.

Recordo que nos tempos que trabalhava na editoria de Polícia do antigo jornal Tribuna de Alagoas, não existia esse tal de crack aqui em Alagoas. Nem mesmo cocaína era comum nas várias apreensões que a antiga Delegacia de Repressão às Drogas (DRD) realizada todos os dias. Nessa época o forte era a maconha velha de guerra.

Agora, diante dessa devastação provocada pelo crack, algo precisa ser feito com mais do que urgência. Essa droga, além de ser extremamente viciante, destrói completamente as vidas das pessoas que usam e seus familiares.

Vejo pouco sendo feito em nível mundial para resolver esse problema da sociedade moderna. Esse subproduto da cocaína, que o próprio traficante produz em sua “boca de fumo” está devastando centenas de jovens da sociedade. A facilidade de produção o baixo preço e a falta de repressão pesada contribuem para aumentar o número de histórias como essa da mãe que teve que ir à favela para resgatar seu filho das garras dos traficantes. Bandidos esses que não têm a menor complacência com suas vítimas. No jornal Tribuna Independente, inclusive, já realizamos inúmeras reportagens, onde usuários de crack estão sendo assassinados por deverem entre R$ 5 e R$ 10. Existe até um “grupo de matadores” contratados por traficantes para “diminuir a inadimplência dos seus clientes”. Vamos pressionar as autoridades e vigiar nossos filhos, não tem outra saída, infelizmente.

19/07/2011 12:27

O xadrez político está sendo jogado. Ao que tudo indica 2012 será o ano de importantes e definidoras disputas eleitorais, afinal o que está em jogo, na verdade, é a disputa do Governo do Estado em 2014. Forças políticas poderosas tentam de todas as formas emplacar aliados nas principais prefeituras do Estado. No caso de Maceió, os nomes apresentados até o momento já dão uma prévia do que vem por aí.

Renan Calheiros, Teotonio Vilela Filho, Ronaldo Lessa, Fernando Collor de Mello e outras lideranças trabalham diuturnamente, analisando e articulando nos bastidores seus nomes de preferência.

Givaldo Carimbão, Ronaldo Lessa (se conseguir fugir da lei da ficha limpa), Jefferson Moraes, Mozart Amaral (preferido de Cícero Almeida) e Rui Palmeira formam o time de possíveis candidatos. Isso porque ainda não estamos falando dos respectivos vices, que será outra pedreira na composição das coligações para a disputa municipal. Muita água ainda deve passar por debaixo da ponte para que possamos ter uma claridade no quadro eleitoral.

Outra coisa: acredito que no próximo ano também deveremos ter um show de candidatos inexpressivos, ou laranjas, desfilando no guia eleitoral (rádio e tv).

Diante de tudo isso, chegamos a uma conclusão fatídica: projetos, idéias ousadas e sinceridade para com os problemas da nossa cidade são coisas que passam longe dessas articulações de bastidores. O que a maioria quer mesmo é garantir seu espaço no balcão de negócios que se transformou as nossas administrações públicas.

Não quero nem falar agora da ‘guerra de foice’ que está rolando no interior do Estado. Deixo isso para o próximo post. Até mais.

18/07/2011 08:51

Foto: Reprodução

17 de julho de 1997

17 de julho de 1997

Meses de salários atrasados, servidores matando a família por absoluto desespero. Policiais militares que mais pareciam maltrapilhos, com suas fardas surradas, sem esperança, jogados na vala comum dos desamparados. Tudo isso culminou com a fatídica sessão da Assembleia Legislativa de Alagoas do dia 17 de julho de 1997.

Vivi essa experiência como repórter do antigo jornal Tribuna de Alagoas. Estava na praça com meu companheiro, repórter fotográfico Sandro Lima, desde às 5h00 da manhã daquele dia. Logo na chegada vimos o posicionamento dos soldados do Exército Brasileiro, especialmente chamados para conter a onda de protestos que antecedeu aquele dia.

A praça já estava lotada de policiais militares, civis e servidores públicos. Chamava a atenção que todos (todos mesmo) estavam fortemente armados e dispostos a tudo. Do lado das trincheiras do Exército ouvi quando um soldado chamou seu sargento e disse: “sargento, eles estão armados e nós estamos com balas de festim”. Foi então que o sargento respondeu: “Fique calado soldado e mantenha a posição, ninguém passa”. Senti naquele momento que algo terrível estava prestes a acontecer. Voltei à praça e lá pelas 13h00 vi uma coluna de agentes da Guarda Civil Metropolitana descendo a ladeira da Catedral. À frente da coluna estava a então prefeita de Maceió, Kátia Born. Os guardas municipais desceram e se juntaram aos policiais civis e militares. Nesse momento alguém gritou que alguns deputados estariam armados e prontos para eliminar a então deputada estadual Heloísa Helena. Não deu tempo para muita coisa. Ouvimos estampidos de todos os lados. Me refugiei dentro de uma farmácia em frente a praça e fiquei aguardando o final dos tiros. Pouco mais de dez minutos depois, o silêncio imperou. Pedi que o gerente da farmácia abrisse a porta para que pudesse ver o que deveria ser um verdadeiro banho de sangue. Depois de alguns minutos de hesitação, o gerente abriu a porta. O que vi parecia um milagre: homens e mulheres abaixados, mas nenhum sinal da carnificina. Depois descobri que todos os tiros, tanto do lado dos policiais civis e militares, como do lado do Exército foram dados para cima, ninguém ficou sequer ferido. Foi um milagre.

Após o susto, negociação entre líderes do movimento e oficiais do Exército. Heloísa Helena e o então deputado João Caldas eram os interlocutores dos manifestantes junto à Mesa Diretora da Assembleia. Ao final de tudo, vitória dos manifestantes, o então governador Divaldo Suruagy mandou um documento dizendo que renunciaria ao cargo e que passaria o governo para Manoel Gomes de Barros, seu vice.

Uma grande assembleia pública dos manifestantes com os dois deputados aliados (Heloísa Helena e João Caldas) foi realizada. Ficou decidido que os servidores em greve fariam uma passeata pacífica circundando o centro de Maceió. Seguiu-se em passeata pela antiga Rua do Sol, passando pelo Palácio dos Palmares (nessa época não existia ainda o Palácio República dos Palmares, ou Palácio de Vidro). Outro momento tenso. Ao chegar na praça dos Martírios, alguns manifestantes mais exaltados gritavam: “Vamos invadir o Palácio e tirar Suruagy na força”. Mais uma vez as lideranças, à frente o então major Paulo Nunes, conseguiram conter os ânimos, e novo milagre: a passeata seguiu em frente, culminando na Praça Montepio, num comício histórico, onde Ronaldo Lessa deu início à sua caminhada rumo ao governo do Estado, ganhando a eleição do ano seguinte. O resto é história.

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