• Alagoas, de 2012
Blog/Coutinho

Fato ocorrido e contestado há mais meio século foi motivo de indignação por uma geração que nem fraldas usavam naquela época

01/04/2012 15:31

Foto: Reprodução

Protesto de estudantes contra comemoração pelo golpe militar

Protesto de estudantes contra comemoração pelo golpe militar

O ato protagonizado por um grupo de estudantes do estado do Rio de Janeiro bem caracteriza o motivo pelo qual o país dificilmente conseguirá sair desta condição de subdesenvolvimento. Numa tarde completa de violência e de ameaças de toda ordem, este grupo de estudantes do estado do Rio de Janeiro, escolheu a violência como forma de protestar contra o regime de militar.
Com certeza e, felizmente, esta selvageria e agressão mortal sobre a liberdade de expressão, não é o sentimento geral dos estudantes do Rio de Janeiro, até por que, já pertenci aquele universo de estudantes desde o primário até a última etapa do segundo 2º grau, quando não aceitávamos ser manobrados por ideologia política vulgar, cujo objetivo principal era preservar, privilegiar e sustentar os líderes do movimento, muitos dos quais são políticos nos dias de hoje.
Fica então uma pergunta, onde estavam estes líderes, quando seus comandados foram suposta ou verdadeiramente torturados? Eu mesmo respondo, estavam enfrentando dificuldades ferrenhas do exílio na Europa ou nos países sul-americanos, onde o vinho é delicioso e a refeição saborosa.
O fato ocorrido recentemente à porta do Clube Militar do Rio de Janeiro, confirma que não existe esperança e nem futuro para as crianças de nosso país, pois, esta juventude estudantil idiota, imbecil e revanchista, que atende exclusivamente aos interesses partidários, não tem atualmente, a mínima capacidade de julgamento dos fatos e, o mais grave, ainda está sendo manobrada por interesses de grupos partidários.
O fato ocorrido e contestado há mais meio século foi motivo de indignação por uma geração que nem fraldas usavam naquela época. Estranhamente, também, não foi verificada a presença de nenhum político que conseguiu ser eleito em função da militância exercida naquela no passado. Com certeza não estavam e, nem estarão presentes, pois, na verdade, os políticos que conseguiram ser eleitos por conta das manifestações contra o regime militar, até hoje devem estar orando em agradecimento ao regime militar pela possibilidade de terem se projetado. 
Na verdade os brabos, revoltados, irreverentes e violentos estudantes elitizados do Rio de Janeiro deveriam ter coragem ou independência para protestar contra as várias e graves situações que comprometem o futuro do país, tais como; a miséria expressiva e profunda que assola o brasileiro das cidades mais pobres, o tráfico de drogas que atinge todas as camadas da sociedade, o tráfico de crianças em prostíbulos, a saúde pública cada vez mais decadente, a soberania do país atingida em função do modelo novo e ridículo implantado do Ministério da Defesa do país, a liberação de bebida nos estádios de futebol durante a Copa do Mundo no Brasil, os bebes que não conseguem nascer nas maternidades, os índios que estão sendo queimados vivos, a incerteza do cidadão que numa verdadeira loteria não sabe se voltará vivo para casa.
Pelo visto, uma solução viável está longe de acontecer, principalmente enquanto esta parcela mínima de estudantes inebriados do Rio de Janeiro, ao invés de usar suas mentes brilhantes como força motriz para o desenvolvimento do país, prefere continuar hibernados num túnel do tempo, combatendo violência com violência numa verdadeira demonstração de Violência, Prepotência e Ditadura Estudantil.

Ao final dos quatro dias de folias tudo volta à realidade

17/02/2012 10:28

Foto: Reproduação

Carnaval de rua continua atraindo foliões

Carnaval de rua continua atraindo foliões

O Carnaval é uma Festa Momesca que requer muita atenção redobrada por parte de todos que estão buscando desfrutar da magia e da alegria deste evento. O importante é não se deixar seduzir pelos encantos e fantasias que eclodem neste período. Pois, ao final dos quatro dias de festividades tudo volta à realidade.Várias são as recomendações que poderíamos oferecer nesta cesta de segurança, todavia listamos abaixo as mais significativas:

1. Não deixar a chave da residência ou apartamento na portaria, ou em nenhum esconderijo, tais como; debaixo de tapetes, caixa de correio, etc, pois, muitas das vezes um local considerado secreto, nem sempre é seguro;

2. Verifique se todas as fechaduras das portas e janelas estão devidamente trancadas;

3. Antes de viajar, faça um teste no sistema de segurança de sua residência;

4. Caso esteja viajando, solicite que as correspondências não sejam entregues;

5. Não informe sua data de retorno aos funcionários do condomínio;

6. Deixe algum vizinho avisado de sua ausência, pois, ele poderáo bservar alguma irregularidade em sua residência;

7. Recomendar aos funcionários para não fornecerem informações a ninguém, sobre quem está viajando e o período de ausência;

8. Havendo necessidade de regar plantas ou tratar de animais de estimação, a recomendação é para que o morador entregue a chave a um vizinho, parente ou amigo de confiança, deixando, por escrito, uma autorização para que, a pessoa não residente, possa entrar no condomínio;

9. Com relação à segurança física da residência, é importante fechar os registros de água e gás para evitar vazamentos. O condômino também deve informar, a um vizinho de confiança, o nome do local para onde vai viajar e um número de telefone para ser contatado em caso de emergências;

10. Após o consumo de bebida alcóolica, é importante que outra pessoa conduza seu veículo. E não se esqueça, durante o carnaval:

- Tenha sempre no bolso das crianças uma anotação do telefone de contato e o tipo sanguíneo, para os casos de emergência.

- Muita atenção na chegada e saída de estacionamentos públicos ou privados.

- Tenha muito cuidado para solicitações de informações de estranhos.

E, finalmente, munca, nunca reaja a um assalto!

TENHAM UM BOM CARNAVAL 2012

Cuidado para um novo golpe que estão fazendo há algum tempo nas principais capitais e, agora já chega a Maceió

07/02/2012 05:35

Foto: www.amarildo.com.br

Novo golpe nas ruas

Novo golpe nas ruas

Eles se aproximam da pessoa, para pedir uma informação ou uma ajuda, sempre com uma folha de papel, cartão ou flanela, normalmente, nos estacionamentos. Às vezes se disfarçam de portadores de deficiência física, com o objetivo de sensibilizar mais ainda as vítimas.

Então, em poucos segundos a pessoa começa a se sentir mal, sentir que vai desmaiar. Algumas pessoas conseguem chegar até o carro com um enjoo incrível, outras ficam tontas pela rua. Quando a pessoa desperta, ainda bastante enjoada, e com a cabeça como se estivesse estourando; não se lembra de mais nada.

Pessoas que foram ao Hospital e fizeram exames de sangue, ficou confirmado a presença da droga que está na "moda" no Brasil: a tal "Burundanga" ou escopolamina." A coisa é terrível, um pouquinho de pó provoca um dos seguintes efeitos na vítima: a) morte ou b) perda total do livre-arbítrio.  

Criminosos normalmente tentam obter este último efeito, pois isso permite que eles deem ordens às suas vítimas e mandem-nas esvaziar as contas de banco, dar o carro para os ladrões, fazer sexo com eles, basicamente qualquer coisa que o criminoso mande.
          Daí saiu a reputação da escopolamina como a "droga do zumbi", pois as vítimas parecem estar completamente sóbrias e racionais, quando na verdade estão autômatos.

Não queiram nem imaginar o que acontecerá se os dedos absorverem toda a droga ou ficarem em contato com ela por mais 30 segundos. Com uma dose mais forte, uma pessoa pode ficar até oito dias “desligados deste mundo”.

O objetivo final deste texto não é para assustar, mas para alertar. Não se deixem surpreender! Os plantonistas dos hospitais comentam que já são vários os casos como este e falam, inclusive, dos mortos que são encontrados com restos dessa droga nos dedos.

A escopolamina ou burundanga, usada também em medicina, provém daqui da América do Sul e é a droga mais usada pelos criminosos (geralmente agem em 3) que escolhem suas vítimas. Ela atua em 2 minutos, faz parar a atividade do cérebro e com isso os criminosos agem a vontade, fazendo com as vítimas o que querem: roubos, abusos, etc. E o pior: ela não se lembrará de nada!! Em doses maiores essa droga pode fazer a vítima entrar em coma e até levar à morte.

Como métodos de contaminação podem ser empregados doces, papéis, livro ou ainda em um pano, que uma vez aberto, deixa escapar a droga em forma de gás. Por isto se deve ter muito cuidado com pessoas que vem falar conosco como se nos conhecessem, especialmente nos pontos de ônibus.

Outro problema também é a compra de garrafa de água nos semáforos. Recentemente uma mulher utilizou desta água, começou a sentir-se mal e só lembra-se de ter acordado em uma lanchonete, sem o carro. Um marginal vende a água e outro de moto segue para tomar o carro da vítima. Posteriormente a água foi analisada e constataram que continha um anestésico de uso veterinário.  

Então, ATENÇÃO, não compre nada de vendedores (bandidos) em semáforos e engarrafamentos!

 É UMA NOVA MODALIDADE DE ROUBO - MUITO CUIDADO! 

Mais uma vez decisões são tomadas sem avaliações das possibilidades de risco

23/12/2011 09:22

Foto: Reprodução

Militares transferidos para o Baldomero Cavalcante coorem risco de morte, denunciaram esposas

Militares transferidos para o Baldomero Cavalcante coorem risco de morte, denunciaram esposas

 

Exatamente, a determinação do Conselho de Segurança ao Comando da Polícia Militar de Alagoas promoveu mais desacertos do que acertos. Pois, rasgou o estatuto da Corporação, jogou no lixo a regulamentação específica que trata deste assunto e colocou em riscos as vidas de policiais militares.

Conheço e tenho respeito pelos membros do Conselho Estadual de Segurança onde, inclusive, já tive a honra de participar. Naquele colegiado é inegável a pluralidade de mentes brilhantes; todavia, esta última medida, com certeza não teve foi o aprofundamento de discussões necessárias nos casos de extrema delicadeza.

Esta decisão tomada esta semana, de transferir para o Complexo Penitenciário Baldomero, os policiais militares que se encontravam presos nas celas anexas ao quartel da Polícia Militar no Bairro do Trapiche, vão de encontro a todo e qualquer princípio de preservação da vida. Alias, este princípio de preservação da vida é muito defendido quando a opressão é contra um deliquente e, esquecida quando o alvo a ser atingido é um membro de uma Corporação Policial.

Mais uma vez decisões são tomadas sem avaliações das possibilidades de risco. Na verdade, já está se tornando prática comum desconsiderar o risco de morte, quando se trata da vida de um policial militar ou civil. Parece que os mentores desta medida descabida não mensuraram os danos que poderão ser causados aos policiais, pelo fato de estarem “morando” junto de uma vizinhança de marginais.

Todo policial sabe e reconhece que as instalações do Presídio Militar no bairro do Trapiche estão longe de uma condição ideal de funcionamento, todavia, uma grande vantagem nunca poderá ser questionada; naquele lugar não se mistura água com óleo. Bandido é bandido e polícia é polícia. Parece que o Conselho de Segurança, por melhor que fosse as intenções se equivocou e se esqueceu que o estado é responsável pela integridade de todo e qualquer preso, ainda que ele seja policial.

Confirmadas as afirmações do Conselho de Segurança de que haveria mordomia no presídio militar, deixaria o Comandante Geral - Cel PM Luciano, numa situação bastante incomoda; ele estaria enquadrado na condição de omissão e, o Conselho de Segurança também, caso não determine um processo apuratório contra esta possível prevaricação. Não acredito na omissão do Comandante, pois, o mesmo é classificado como um Oficial de Linha Dura, todavia, pelo bem de sua reputação, é importante que este fato seja apurado.

Vários são os agravantes desta nova vizinhança marginal / policial militar, que vão desde a fragilidade da estrutura física até o preparo dos alimentos pelos presos do sistema. E, o mais impressionante é o silêncio do Tenente- Coronel Luna – Intendente e responsável pelo sistema prisional, em meio a toda esta aflição dos colegas de farda e de seus familiares. Um pouco de atenção a estes sofridos familiares, seria bastante razoável, até porque, estaria enquadrado na obrigatoriedade da função. Talvez se fossem parentes dos presos, a atenção seria maior e, o “IBOPE” também.

Fica aqui então uma sugestão: Se o Complexo Penitenciário do Baldomero é tão seguro, no tocante a infra estrutura e culinária e, também sem mordomia e sem armamento. Seria interessante que todas as reuniões do Conselho de Segurança fossem ali realizadas no complexo prisional, seguidas de um suculento e festivo almoço, em comemoração a sanção da pena de morte para policiais.

Não existe fórmula matemática para melhorar o nível de segurança do Estado

19/12/2011 14:43

Foto: Breno Airan

Cartaz deixado em ônibus depois de ataque para incendiar coletivo

Cartaz deixado em ônibus depois de ataque para incendiar coletivo

Os fatos lamentáveis e graves na área da segurança pública que temos presenciado recentemente, mais precisamente nesta última semana, na condição de testemunha ocular, através dos relatos de amigos e de parentes, ou através dos meios de comunicação reforçam a previsão que já fizemos há alguns meses.

Incêndios criminosos de coletivos urbanos, arrastões no Centro Comercial da Capital e em outros centros empresariais da cidade demonstra que pela primeira vez na história de Alagoas, o Crime Organizado está realmente “organizado”.

As autoridades policiais, após transferirem alguns detentos para o módulo de segurança máxima, cometeram um erro capital, pois, esqueceram ou não avaliaram a possibilidade e capacidade de retaliação do Comando Setorial do Crime Organizado de Alagoas. Ou seja, não houve um planejamento adequado para ajustar o policiamento à realidade de revide por parte da organização criminosa.

A consequência foi um final de semana trágico com diversas ações criminosas em vários pontos da cidade. Onde o pânico e o terror predominaram sobre um discreto e pouco atuante policiamento ostensivo. De um lado famílias que foram as compras e, sem atingir seu objetivo, voltaram para suas casas amedrontadas. Por outro lado, os comerciantes que tinham, neste último de final de semana, a esperança de melhorar as suas vendas, pagar seus impostos e recuperar investimentos, amargaram prejuízos.

Não existe fórmula matemática para melhorar o nível de segurança do Estado. Não precisamos de reforço quantitativo, precisamos de reforço qualitativo. É imperativo que a tropa operacional seja reforçada pela presença do Oficial, personagem a cada dia mais distante do Policiamento Ostensivo e, consequentemente, cada vez mais protegido dentro do quartel.

Tomei conhecimento que para este último domingo várias Unidades Operacionais estavam com os seus efetivos reforçados, todavia, mais importante do que aumentar o efetivo é melhorar a postura e o comprometimento do homem.

Por outro lado, a Força Nacional que para alguns setores da imprensa é de fundamental importância para o Estado de Alagoas, não passa de uma utopia que está servindo, apenas, para fazer o marketing do Governo Federal e, também, completar os vencimentos dos seus componentes. Pois, até hoje não se pode listar grandes ações realizadas por este Comando Operacional aqui em Alagoas.

Ninguém desafia o Estado, sua mão é forte e justa. Todavia torna-se indispensável o compromisso de alguns Oficiais e Chefes para com as suas funções, afinal de contas quem tem o bônus tem também o ônus. Um exemplo prático foi à falta de planejamento operacional que dificultou a previsão dos eventos criminosos dos últimos dias.

Apesar do esforço do Governo Estadual, seja na pessoa do Governador ou da Cúpula da Segurança Pública, é inegável a confirmação da onda de violência que o Estado de Alagoas, em particular Maceió, está enfrentando. O volume de ocorrências que estamos presenciando, diariamente, está promovendo na sociedade um clima de insegurança, onde o medo toma controle sobre o racional. Aliado a esta situação, o desgaste da estrutura de governo causado pelas repetições constantes de ocorrências policiais, vai deixando cada vez mais o cidadão vulnerável a qualquer situação de boataria, de uma notícia que circula com grande intensidade, mas sem autenticidade.

Neste campo de batalha não existe espaço para amadorismo, pois, quando os organismos policiais falham as conseqüências desastrosas recaem imediatamente sobre a população. A sociedade não pode continuar pagando um preço social, por conta da execução de um planejamento sobre o que aconteceu, é necessário planejar sobre o que poderá acontecer. A continuar este tipo de comportamento, por parte dos órgãos policiais, nossa próxima atração será blitz planejada e executada por quadrilhas de marginais.

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