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Cidades

21 Abril de 2017 - 12:58

Jogo de xadrez estimula desenvolvimento escolar em Maceió

Prática fomenta concentração, raciocínio lógico e aprendizado; mudanças no comportamento também são reflexos entre estudantes
Evellyn Pimentel
Laura, de 6 anos, se encantou com o xadrez ao acompanhar a irmã, Luize, de 11, jogar. (Foto: Sandro Lima) Laura, de 6 anos, se encantou com o xadrez ao acompanhar a irmã, Luize, de 11, jogar. (Foto: Sandro Lima)

Segundo praticantes e especialistas, o jogo de xadrez é um importante aliado da concentração infantil e no estímulo ao aprendizado. Prova disso é que diversas escolas em Maceió têm incorporado o jogo no conteúdo estudantil.

O xadrez pode ser apresentado para crianças a partir dos 6 anos. Segundo Stanley Oliveira Lessa, professor e árbitro da Federação de Xadrez de Alagoas (Fexeal), antecipar a iniciação da criança no jogo facilita a assimilação das técnicas e regras.

“Quanto antes a criança começa a ter contato com o xadrez maior a possibilidade de influenciar no comportamento. Até porque crianças de até 7 anos assimilam muito melhor o que é ensinado do que crianças mais velhas. Costumo dizer que o xadrez não tem idade, o que importa e influencia é a dedicação e a vontade de aprender”, explica Stanley que é também professor de matemática e física.

Stanley dá aulas de xadrez em vários colégios particulares de Maceió. Amante do esporte desde os 16 anos, o professor afirma que o jogo só traz benefícios para as crianças.

“Ajuda na concentração, atenção, tomada de decisões, memorização. Tenho casos de alunos com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) que melhoraram. Alguns já ganharam medalhas de olímpiada nacionais e campeonatos de xadrez local. O aluno desenvolve não só no xadrez, mas também em outras áreas porque o trabalho realizado é multidisciplinar”, aponta Lessa.

É o que Elizabete Gomes, mãe de Maria Beatriz de 8 anos, tem percebido em casa. A filha dela, aluna do 3º ano, tem aulas de xadrez há três anos. Para ela, o comportamento da filha sofreu uma mudança significativa. “Ela está bastante interessada tanto em jogar xadrez, quanto nos assuntos da escola. Ela diz que os colegas participam e também gostam muito. Também a notei mais ativa, mais concentrada. Achei que mudou muito”, diz a mãe de Beatriz.

Luize Vitória de 11 anos e Laura Sofia de 6 anos são irmãs e fazem juntas as aulas de xadrez. Segundo a mãe das meninas Roberta Gomes Santos, a mais velha começou a jogar há quatro anos e a paixão pelo jogo influenciou a mais nova que também pediu para fazer as aulas. “A escola começou a oferecer junto com os conteúdos e ela começou a fazer. Gostou tanto que pediu para fazer aulas extras. É muita diferença, são muitos benefícios. A prática mental que elas têm, tanto nos estudos como nas tarefas do cotidiano, é um deles. Elas fazem questão de jogar, gostaram muito e não ficam mais sem o jogo”.

A mãe de Luize que faz o 6º ano e Laura do 1º ano diz também que o espírito esportivo decorrente do xadrez tem influenciado no relacionamento das irmãs em casa. “Sempre tem aquela briguinha comum de irmãos, mas quando elas começaram a jogar juntas ajudou muito no relacionamento delas, porque elas passaram a praticar em casa. Aí, ficam treinando, jogam juntas. Tem sido muito importante”, detalha a mãe orgulhosa.

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