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Cidades

Cresce total de benefícios para dependentes químicos

Sem condições de se manter no trabalho, dependentes de drogas procuram cada vez mais ajuda do INSS

19 Março de 2012 - 08:17

Foto: Sandro Lima

Em 2010 foram concedidos 167 benefícios enquanto em 2011 foram 181, um aumento de 8%

Em 2010 foram concedidos 167 benefícios enquanto em 2011 foram 181, um aumento de 8%

O número de dependentes químicos que recebem benefício do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) porque não têm mais condições de trabalhar teve um aumento nos últimos anos em Alagoas. Apesar de ser um assunto que causa polêmica, que vai além de ciências como psicologia, sociologia, que é um caso de justiça, criminalidade e ao mesmo tempo de saúde pública, o aumento já chega a 8% entre os anos 2010 e 2011 e continua crescendo em 2012.

Só em 2010, foram 167 benefícios concedidos a dependente químicos, o que gera para o INSS um gasto de R$ 143.620 todo mês. Em 2011, foram 181 benefícios concedidos, um gasto de R$ 155.660 por mês. Em janeiro de 2012, foram concedidos 19 benefícios. Com essa média, estima-se que ao longo do ano sejam concedidos mais de 200 benefícios em Alagoas.

A média paga para cada beneficiário é de R$ 860. Os pedidos de benefícios partem muito da classe média e pobre, mas de acordo com a perita médica previdenciária chefe da Sessão de Saúde do Trabalhador do INSS em Alagoas, Cândida Falcão, a classe alta também procura muito o INSS nesses casos.

Cândida conta que os jovens de 20 a 35 anos são os mais atingidos pelas drogas e, por consequência, são os que mais pedem benefício. “É um problema de saúde pública”, constatou.

Ela analisa que as pessoas procuram o álcool como uma forma de eliminar o estresse e as outras drogas são procuradas por moda. “Para que um benefício seja concedido a um dependente, ele precisa provar que está fazendo tratamento, pois muitos usam o dinheiro para comprar drogas”, explicou.

É preciso ver os âmbitos social, econômico e humanístico. A perita destaca que a sociedade inteira paga por isso. “O usuário precisa ser resgatado e o tráfico coibido. Quem paga a conta somos nós”.

Segundo a perita, um dependente químico leva no mínimo três meses para conseguir a desintoxicação do organismo. Durante o tempo em que ele está em tratamento, a sociedade é quem vai pagar a conta. Por isso, ela cobra do poder público alternativas. “A Previdência é um reflexo do que acontece na sociedade”, frisou.

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