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Economia

12 Outubro de 2017 - 20:02

Meirelles diz que aprovar reforma da Previdência 'é questão de bom senso'

'Se não for aprovada agora, ela terá que ser discutida e aprovada no próximo governo; Então isso será ruim para quem assumir", afirmou ministro
G1
Meirelles em coletiva de imprensa em Washington, nos EUA Reprodução/TV Globo Meirelles em coletiva de imprensa em Washington, nos EUA

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta quinta-feira (12) que acredita que "há uma chance muito boa" de o Brasil aprovar uma proposta de reforma da Previdência até o final do ano e alertou que o adiamento da votação pode ser prejudicial para o próximo governo que for eleito em 2018.

"Acho é uma questão de bom senso para o país aprovar agora a reforma da Previdência", disse Meirelles a jornalistas em Washington, nos Estados Unidos. "A reforma da Previdência é interesse ou deveria ser o interesse das diversas facções políticas. Porque, inclusive, se não for aprovada agora, ela terá que ser discutida e aprovada no próximo governo. Então isso será ruim para quem assumir, porque o primeiro desafio será exatamente enfrentar a reforma da Previdência", continuou.

Meirelles, que participou de uma sessão de perguntas e respostas durante encontro do Instituto para Finanças Internacionais em Washington, disse que seria mais simples e "mais conveniente" aprovar a reforma neste ano, uma vez que o país terá eleições presidenciais em 2018, informa a Reuters.

Ainda segundo o ministro, uma aprovação da reforma ainda em 2017 ajudaria a aumentar "o nível de confiança, a força e a estabilidade dos índices econômicos e o volume de investimento".

Na véspera, Meirelles já havia reafirmado a expectativa de aprovação da reforma no Congresso ainda neste ano. O ministro, entretanto, admitiu que o texto que está em tramitação no Congresso poderá sofrer novas alterações e reduzir o impacto da reforma no ajuste nas contas públicas.

Teto de gastos

O ministro lembrou ainda que aprovação da reforma da Previdência é fundamental para cumprir a que a regra do teto de gastos e evitar medidas previstas na lei como congelamento de salários e contratações e corte de subsídios.

“Se não houver aprovação das medidas necessárias e se em algum momento o orçamento e as despesas públicas violarem as regras do teto, os mecanismos são autocorretivos”, destacou. “A estrutura constitucional construída em torno do teto de gastos é muito mais forte do que muitos imaginam, acho que tudo isso favorece a aprovação de normas que viabilize o teto ser aplicado".

A regra do teto, que começou a valer em 2017, limita o crescimento dos gastos públicos, em um ano, à taxa de inflação registrada no ano anterior. Em 2018, por exemplo, os gastos poderão aumentar somente 3% em relação a este ano.

Retomada da economia

Com relação à recuperação da economia brasileira, Meirelles destacou que o governo continua trabalhando com um cenário de crescimento de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018, mas que já há diversos analistas prevendo alta até acima de 3%.

"É um cenário otimista, mas possível", destacou. "Nossa expectativa de crescimento está todo dia sendo revisada para cima pelos analistas", acrescentou. Ele disse ainda ver um PIB potencial de 4% para o Brasil "em 3, 4 anos", mas que isso depende da aprovação de reformas como da Previdência e uma reforma tributária.

A previsão do mercado financeiro, segundo a última pesquisa Focus, do Banco Central, é que o PIB cresça 0,7% em 2017 e 2,43% no ano seguinte.

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