Morador de rua é assassinado na madrugada em Marechal Deodoro - Tribuna Hoje - O portal de notícias que mais cresce em Alagoas Tribuna Hoje - O portal de notícias que mais cresce em Alagoas
  • Alagoas, de 2014
Polícia

Morador de rua é assassinado na madrugada em Marechal Deodoro

Vítima foi encontrada por populares que acionaram a Polícia Militar pelo 190

/ Da redação 05 Abril de 2012 - 08:05
Arma de fogo

Arma de fogo

Possivelmente mais um morador de rua possa ter sido assassinado na madrugada desta quinta-feira, na zona rural de Marechal Deodoro, no povoado chamado “Baixa da Sapa”. A vítima foi encontrada por populares do município por volta da 00h24.

Policiais da 5ª Companhia Independente de Marechal Deodoro, sob o comando do sargento Fidelis, atenderam a ocorrência e disseram que a vítima identificada como Gilberto Inácio Espindola Júnior, de 28 anos, vulgo 'Neneco' não possuía residência fixa.

Ele foi alvejado na cabeça por indivíduos até o momento não identificados pela polícia. O que se sabe é que os acusados fugiram num veiculo de cor preta, de modelo e placas não identificados. O crime foi registrado na madrugada desta quinta-feira. 

A cada dois dias, um morador de rua é morto no Brasil, afirma relatório

De abril de 2011 até a semana passada, 165 moradores de rua foram mortos no Brasil. O número divulgado nesta quinta-feira (15) pelo Centro Nacional de Defesa dos Direitos Humanos da População em Situação de Rua e Catadores (CNDDH) representa pelo menos uma morte a cada dois dias.

Segundo a coordenadora do centro, Karina Vieira Alves, as investigações policiais de 113 destes casos não avançaram e ninguém foi identificado e responsabilizado pelos homicídios. O CNDDH também registrou 35 tentativas de homicídios, além de vários casos de lesão corporal.

O Disque 100, serviço mantido pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República para receber denúncias sobre violações de direitos humanos, registrou, durante todo o ano passado, 453 denúncias relacionadas à violência contra a população de rua. Casos de tortura, negligência, violência sexual, discriminação, entre outros. As unidades da Federação com o maior número de denúncias em termos absolutos foram São Paulo (120), Paraná (55), Minas Gerais e o Distrito Federal, ambos com 33 casos.

Embora expressivos, os números não traduzem a real violência a que estão expostas as pessoas que vivem nas ruas. De acordo com Karina, muitos dos crimes cometidos contra esta população não são devidamente notificados. Além disso, a falta de dados confiáveis que torne possível comparar a atual situação não permite concluir se a violência contra o grupo vem aumentando ao longo dos últimos anos. "Este é o número de denúncias (notificadas). Sabemos que há problemas muito graves que não são denunciados", disse a coordenadora-geral da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, Ivanilda Figueiredo, sobre os números do Disque 100.

Segundo os representantes de entidades de moradores de rua que participaram, na quinta-feira (14), da reunião extraordinária do Comitê Intersetorial de Monitoramento da População em Situação de Rua, em Brasília (DF), existe atualmente uma escalada da violência. De acordo com eles, as recentes mortes e agressões a moradores de rua no Distrito Federal e em Mato Grosso do Sul não foram casos isolados e só chegaram ao conhecimento da imprensa porque as famílias das vítimas exigiram providências.

"Todo dia recebo e-mails sobre mortes de moradores de rua. Elas estão acontecendo e vão continuar ocorrendo. Por isso, queremos uma ação enérgica do governo federal", declarou Anderson Lopes, representante paulista do Movimento Nacional de População de Rua. Na opinião do representante mineiro do movimento, Samuel Rodrigues, o país vive um momento triste com os episódios de violência contra a população de rua. "Vivemos um momento bastante triste. Em 2004, o movimento nacional surgiu em função de uma morte. Naquele momento, nós discutíamos os direitos da população de rua. Hoje, estamos aqui discutindo o seu extermínio. Estamos lutando para não morrer".

A reunião do comitê estava agendada para o fim do mês, mas foi antecipada após um comerciante ter contratado um grupo de jovens para matar dois moradores de rua de Santa Maria (DF). "Temos a responsabilidade de responder diretamente a esta escalada de violência e de mortes que estão ocorrendo nas ruas. Não se trata mais de fatos isolados", disse a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, se referindo a "ação de grupos de extermínio" agindo no Distrito Federal, em Mato Grosso do Sul, Alagoas, São Paulo, na Bahia e em outros estados. "São grupos que banalizam a violência e que não reconhecem, em quem está vivendo nas ruas, a condição humana".

Comentários


  • A PARTIR DE sÃO PAULO, TUDO QUE ACONTECE POR LÁ É IMITADO POR ALAGOAS SERÁ QUE É ORDEM DE CIMA? A MATANÇA DO POVO DA RUA RUA É MAIOR EM SÃO PAULO, BRASÍLIA E MACEIÓM SÃO PAULO PSDB,BRASÍLIA DEM, MACEIÓPSDB, É MUITA COINCIDENCIA.

    marc d`guia em 05/04/2012 as 18:29

    Escreva

    O Tribuna Hoje coloca este espaço à disposição de todos que queiram opinar ou discutir sobre os assuntos que tratam nossas matérias. Partilhe suas opiniões de forma responsável e educada e respeite a opinião dos demais.

    Você também pode nos ajudar a moderar comentários considerados ofensivos, difamatórios, impróprios e/ou que contenham palavras de baixo calão: para isso, envie um e-mail para denuncie@tribunahoje.com.

    Digite o código abaixo para enviar seu comentário.