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Economia

Vendas de resinas da Braskem crescem 9% no primeiro trimestre

Taxa de utilização de capacidade de eteno atinge 93%

Assessoria 10 Mai de 2012 - 19:49

Foto: Divulgação

A indústria petroquímica operou nesse primeiro trimestre com margens ainda deprimidas em consequência da restrição da demanda por conta da baixa atividade econômica, especialmente nos países desenvolvidos, aliada à elevação dos preços das matérias-primas, com destaque para a nafta.

No mercado brasileiro, as resinas termoplásticas apresentaram sinais de recuperação de demanda no primeiro trimestre de 2012, especialmente no mês de março. O volume de resinas comercializadas pela Braskem teve crescimento de 9% quando comparado ao trimestre anterior, enquanto o mercado como um todo avançou 3%, diferença resultante da maior participação da Companhia nas vendas totais com redução do percentual detido pelo produto importado.

No campo operacional, a Companhia contou com o bom desempenho da sua produção, que em março alcançou recorde mensal para a principal matéria-prima petroquímica, eteno, e também para o polipropileno. Para esses produtos, bem como para o polietileno, as taxas de utilização de capacidade aumentaram mais de 10 pontos percentuais em relação ao 4T11. A evolução das taxas de utilização de capacidade, para os principais produtos da Braskem, reflete ao retorno à normalidade das plantas após paradas programadas e não programadas de manutenção ao longo de 2011.

“Ainda que as medidas iniciais tomadas pelo governo brasileiro, a exemplo da sustentação do câmbio e da redução dos juros, apontem na direção correta, é muito importante avançar no desenvolvimento de uma política industrial que restabeleça as condições de competitividade da indústria em um cenário ainda cheio de incertezas”,  diz Carlos Fadigas, presidente da Braskem.

A receita líquida consolidada da Braskem atingiu R$ 8,2 bilhões no primeiro trimestre, que representam um recuo de 5% em relação ao trimestre anterior. O aumento das vendas e a variação positiva nos preços médios em dólares foram compensados pela redução da revenda de nafta. Na comparação com o mesmo período de 2011, a receita líquida teve aumento de 11%, influenciada também pela apreciação média do dólar em 6% no período.

O EBITDA consolidado no 1T12 foi de R$ 787 milhões, 10% superior ao apresentado no 4T11. Esse montante reflete o efeito não recorrente do reconhecimento da indenização prevista em um contrato de fornecimento de matéria-prima, que afetou positivamente o resultado em R$ 236 milhões. O maior volume de vendas não foi suficiente para compensar a contração da margem de contribuição, que seguiu em linha com a trajetória dos spreads de resinas termoplásticas e dos principais petroquímicos básicos no mercado internacional, que apresentaram queda em torno de 11% e 6%, respectivamente.

Em relação ao 1T11, o EBITDA registrou queda de 14% em reais e 20% em dólares. O crescimento do volume de vendas e a apreciação do dólar em 6% no período não foram suficientes para anular a redução dos spreads de resinas termoplásticas e petroquímicos básicos, que apresentaram queda de 31% e 22% entre os períodos.

A Braskem apresentou um lucro líquido de R$ 152 milhões. Contribuíram para esse resultado a redução da despesa financeira por conta da desvalorização do dólar no período, e o efeito extraordinário relacionado à indenização de fornecimento, conforme já mencionado.

A dívida líquida consolidada da Companhia em dólares apresentou redução de 4% no trimestre, e atingiu US$ 6,1 bilhões em 31 de março. Quando medida em reais, a redução foi de 7%, influenciada pela desvalorização do dólar em 3% no período. O prazo médio do endividamento foi alongado de 12 para 15 anos graças à reabertura de duas operações de emissão de bônus, um de 10 anos e outro perpétuo, no valor de US$ 250 milhões cada e em condições muito competitivas, sendo os recursos utilizados para quitar dívidas mais onerosas e de prazo mais curto.

Em Assembleia Geral Ordinária, realizada em 27 de abril de 2012, foi aprovada a distribuição de dividendos no montante total de R$ 483 milhões. O pagamento em torno de R$ 0,60 para cada ação ordinária e preferencial classes “A” e “B” será realizado a partir de 20 de novembro.

Mantendo o compromisso com a realização de investimentos com retorno acima de seu custo de capital, a Braskem realizou investimentos operacionais que totalizaram R$ 700 milhões no 1T12. Desse total, cerca de R$ 350 milhões, ou 50%, foram direcionados para projetos de aumento de capacidade, como a expansão da planta de PVC em Alagoas, a nova planta de butadieno em Triunfo e o projeto Etileno XXI, no México.

“No atual cenário, a inauguração da expansão de PVC em Alagoas e da nova planta de butadieno no Rio Grande do Sul, programadas para maio e julho, respectivamente, ocorre no momento certo, reforçando o resultado da Companhia. Temos o compromisso de investir para crescermos junto com os nossos Clientes, bem como o de fortalecer toda a cadeia produtiva dos plásticos, e estamos dando passos importantes nessa direção”, avalia Carlos Fadigas.

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