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Brasil

Investigação sobre racismo em clipe de Alexandre Pires é arquivada

Decisão se baseou no entendimento de que gorilas se referiam a aspectos da sexualidade e não a referências racistas

G1 23 Mai de 2012 - 22:55

Foto: Reprodução

Neymar e Mr. Catra participaram de clipe

Neymar e Mr. Catra participaram de clipe

O Ministério Público Federal (MPF) em Uberlândia arquivou o procedimento administrativo que apurava uma suposta ocorrência de discriminação racial no clipe da música "Kong", do cantor Alexandre Pires. Ainda segundo o MPF, a decisão se baseou no entendimento de que a presença dos gorilas estaria relacionada a aspectos da sexualidade e não a referências racistas.

O MPF informou, também, que não requisitou a instauração de inquérito policial por não ter vislumbrado crime a ser apurado, uma vez que não há na conduta de Alexandre Pires a prática, indução ou incitação de discriminação ou preconceito de raça ou cor, seja através da letra ou do vídeo da música Kong.

No dia 26 de abril a ouvidoria da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), órgão da Presidência da República denunciou que "o vídeo utiliza clichês e estereótipos contra a população negra" e que "reforça estereótipos equivocados das mulheres como símbolo sexual". Após a denúncia, o cantor Alexandre Pires esteve em Uberlândia no dia 3 de maio para prestar depoimento ao Ministério Público. Na ocasião, o cantor disse que o conteúdo era desprovido de menções racistas ou sexistas.

Segundo o procurador da República Frederico Pellucci, que investigou o caso, a utilização da figura do macaco como expressão preconceituosa em relação à população negra não foi intencional. Ainda de acordo com Pelluci, embora historicamente a relação homem-macaco seja utilizada para desumanizar o negro, não se pode concluir que qualquer trabalho de expressão que invoque a figura do macaco (gorila) tenha, desde sempre, esse objetivo.

A letra da música do cantor Alexandre Pires bem como as cenas do videoclipe foram analisadas por Frederico Pellucci, que entendeu que “não se pode dizer que a letra da música ou o videoclipe tiveram a intenção de atacar quem quer que seja, mas sim apresentar-se de maneira descontraída e bem-humorada, não cabendo entrar na discussão quanto ao bom ou mau gosto na escolha das respectivas expressões e cenas”, disse.

O procurador também descartou a atuação quanto ao conteúdo sexista do videoclipe de Alexandre Pires. Para ele, “a presença de mulheres de biquíni no vídeo e letras de música sugestivas de movimentos sexuais povoam diuturnamente a mídia brasileira, não se podendo dizer que o fenômeno Kong desborde da rotina a qual nos submetem os meios de comunicação nesse particular”.

Comentários


  • Pra mim não é racismo..O brasil tem um monte de problemas que ninguém toma uma iniciativa para resolver e agora por conta de uma musica.....tudo comenta........tem musicas bem piores.............\"fato\" Ah se fosse algum tipo de preconceito ou racismo \"seria contra os brancos\"pois não me lembro de ter visto nenhum no clipe.....................

    De em 25/05/2012 as 19:36

    Essa secretaria da igualdade racial está pior que o movimento gay... quer ficar brigando por tudo, tem coisas que as pessoas nem prestariam atenção se esses tontos não ficassem citando ou denunciando, ELES MESMOS são o instrumento de propagação do racismo.

    Weber em 24/05/2012 as 08:55

    pra mim foi racismo mesmo prk ele se acha

    em 24/05/2012 as 03:21

    na verdade esse clipe é racista ,o mpf não achou nada de mais por que não se trata de branco e sim de negro ,assim como a musica ou o lixo musical de Luis Caldas [nega do cabelo duro ] , para min Alexandre Pires tinha que se processado por racismo e fecha aspa.

    gomes ativista afro em 24/05/2012 as 00:04

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