Aproximadamente 300 médicos do Hospital Universitário Professor Alberto Antunes - da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), PAM Salgadinho e Fundação Nacional de Saúde (Funasa) cruzaram os braços ontem em Alagoas. A categoria segue a greve nacional dos médicos servidores federais.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed/AL), Wellington Galvão, os profissionais protestam contra a Medida Provisória (MP) 568, que trata da remuneração e da jornada de trabalho dos profissionais de saúde. O texto prevê que os médicos que atualmente mantêm jornada de 20 horas semanais no serviço público, ao ingressar na carreira, tenham que cumprir 40 horas semanais e receber o mesmo valor, além de representar uma redução de 50% no salário dos médicos da União. Os médicos aposentados também são atingidos pela MP.
Segundo o sindicalista, o ambulatório do Hospital Universitário (HU) em Maceió amanheceu parado ontem. Apenas a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), maternidade, hemodiálise e o Centro de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon) estão funcionando.
O coordenador de assuntos jurídicos do Sindicato dos Trabalhadores da Ufal (Sintufal), Emerson Oliveira, disse que concorda com a greve dos médicos e apóia a greve dos servidores da Universidade, que começa na quinta-feira. “Aproximadamente 1.300 trabalhadores estão sofrendo com a maldade do governo federal, que dobrou a carga horária dos servidores, cortou os percentuais e transferiu para valores reais”, declarou.
Ele deu exemplo de um servidor do raio X, que recebia insalubridade no valor igual ou superior a R$ 400, e passou a receber R$ 80.
“A presidente Dilma Rousseff ataca de forma covarde os trabalhadores do HU”, ressaltou. Emerson Oliveira salientou que a greve não é uma questão isolada, mas segue um conjunto de órgãos como IBGE, Ministério da Saúde, entre outros que estão insatisfeitos.
Uma reunião está marcada para acontecer na quinta-feira (14) para decidir sobre a deflagração de greve geral dos servidores do Hospital Universitário.
Para a Federação Nacional dos Médicos (Fenam), o objetivo da categoria é, por meio da paralisação, pressionar o Parlamento e abrir caminho para a primeira greve geral de médicos servidores federais no país.
Negociação
As reivindicações dos médicos servidores federais podem ser atendidas com modificações que serão feitas na MP 568. O senador Eduardo Braga (PMDB-AM) recebeu o aval da Presidência da República para apresenta emenda ao texto que reajusta o salário dos servidores públicos federais, corrigindo um problema na estrutura de remuneração dos profissionais de saúde.
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