A Petrobras se envolveu em um incidente no Golfo do México no domingo (10), mas ocultou o fato de seus acionistas e da imprensa. Segundo dados da Guarda Costeira dos Estados Unidos, houve um vazamento de 1,7 mil litros de tolueno (um solvente) e 3,7 mil litros de inibidor asfáltico, substância que a Petrobras não diz do que se trata.
O incidente ocorreu no domingo, por volta de 12h30, a 2,7 mil metros de profundidade, no Campo de Chinook e levou a Petrobras a abrir sindicância para apurar as causas do ocorrido. Segundo a empresa, "foi detectado pequeno vazamento de fluido hidráulico, durante o comissionamento do sistema submarino".
Em nota, a Petrobras afirmou que o vazamento de fluido hidráulico foi diluído sem causar danos às pessoas ou ao meio ambiente. A empresa afirmou também que autoridades governamentais norte-americanas foram imediatamente notificadas pela companhia. A Petrobras abriu sindicância para apurar as causas do ocorrido.
Segundo David Zee, professor de Oceanografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), a região sofre com o acúmulo de outros vazamentos e, ainda que em pequena dimensão, o incidente da Petrobras deveria ter sido notificado publicamente e a empresa precisaria ter adotado medidas para compensar a fauna marinha. De acordo com o professor, o tal inibidor asfáltico indica algo com "propriedades químicas bem agressivas".
As regras de divulgação foram cumpridas. Notificou-se quem deveria ser notificado.
Alexandre em 14/06/2012 as 09:39O Tribuna Hoje coloca este espaço à disposição de todos que queiram opinar ou discutir sobre os assuntos que tratam nossas matérias. Partilhe suas opiniões de forma responsável e educada e respeite a opinião dos demais.
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