A Petrobras ainda está em discussões com o governo a respeito do aumento do preço dos combustíveis, medida necessária para aliviar o caixa da empresa e permitir que ela cumpra seu plano de negócios, disse a presidente da estatal, Maria das Graças Foster, nesta quinta-feira.
Ela disse que o percentual da alta e data do reajuste ainda estão em negociação, e que nada está definido.
"Nós não temos nenhum percentual de aumento da gasolina e nenhuma data específica para que aconteça qualquer percentual", afirmou a jornalistas na Rio+20.
Ela, no entanto, defendeu a necessidade de um aumento. "Houve uma variação do Brent, que desceu, mas o câmbio está subindo. Então a paridade de preço está bastante defasada dos preços internacionais", disse.
Anteriormente, ela afirmou que empresa precisa de reajuste nos preços para cumprir um plano de investimentos de US$ 236,5 bilhões de 2012 a 2016.
Nesta quinta-feira, o petróleo Brent caiu ao menor patamar nos últimos 18 meses, com a piora do cenário econômico global..
A presidente da Petrobras disse na semana passada que a defasagem de preços atual é a mesma de quando o Brent era cotado a US$ 125 (o barril) e o dólar valia cerca R$ 1,70.
As declarações de Graça Foster foram dadas depois da companhia anunciar o novo plano de negócios com investimentos 5,2% maiores que o plano anterior, mas com a previsão de um corte de 18% na produção de petróleo em 2016, o que poderia comprometer a saúde financeira da empresa.
As ações da Petrobras caíram após o anúncio do plano porque o mercado avaliou que a estatal não teria aumento de receita que pudesse fazer frente ao aumento nos desembolsos.
Mais cedo, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou que o governo segue avaliando eventual aumento no preço dos combustíveis e seu impacto na inflação, negando que Brasília já tenha tomado uma decisão sobre o assunto.
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