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Brasil

02 Jul de 2012 - 16:06

Voo rasante de caça da FAB interdita gabinete de presidente do STF

Fachada de vidro do prédio foi destruída; Ayres Britto deve despachar de uma sala do CNJ
G1
Segurança olha fachada de vidro do Supremo destruída após passagem de caça da FAB em voo rasante Fausto Carneiro/G1 Segurança olha fachada de vidro do Supremo destruída após passagem de caça da FAB em voo rasante

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ayres Britto, vai despachar nesta segunda-feira (2) em uma sala do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O gabinete dele no Supremo foi interditado após a fachada de vidro do prédio ter sido destruída neste domingo pelo voo rasante de um caça da Força Aérea. 

Segundo o STF, a recolocação dos vidros deve ter início nesta terça-feira (3). A corte ainda não tem estimativas da quantidade de salas afetadas nem do prejuízo. Britto ainda não tem prazo para voltar a despachar no Supremo. O CNJ funciona em um prédio anexo ao do Supremo.

Britto foi o único dos 11 ministros do STF a ter a sala interditada após a destruição das placas de vidro causadas por ondas sônicas de um Mirage F-2000, que participava da cerimônia da troca da bandeira na Praça dos Três Poderes. 

Na manhã desta segunda, funcionários do STF ainda faziam a limpeza dos vidros na frente do prédio e na lateral do edifício. Servidores das salas que permanecem interditadas foram realocados para outros setores enquanto é feita a retirada dos vidros.

Segundo a assessoria de Britto, o presidente do STF foi informado dos danos causados à fachada pelo comandante da Aeronáutica Juniti Saito logo após a queda dos vidros. Neste domingo, a Aeronáutica divulgou uma nota dizendo que investigava o caso e pagaria pelos reparos.

A cerimônia de troca da bandeira contou com dois caças da FAB, que podem atingir 2,2 vezes a velocidade do som, e uma apresentação da Esquadrilha da Fumaça. O evento teve início por volta das 10h. A troca da bandeira ocorre mensalmente, sempre no primeiro domingo de cada mês.

Susto

O voo dos caças assustou quem acompanhava a cerimônia. “Um jato passou muito baixo, levantou poeira, tremeu o chão e o vidro quebrou, Não estava esperando”, disse o estudante Lucas da Silva.

“Chegou a abrir [a copa] das árvores. Assustou”, afirmou Ismail da Silva, que viu o momento em que os vidros foram estilhaçados. A baixa altitude do caça também foi notada pelo vendedor de água Matheus Carvalho. “Eu estava distraído e do nada ele apareceu. Ele estava muito baixo”, disse.

"Eu fiquei assustada, porque eles vêm do nada", disse Delmary Vasconcelos, que mora em Brasília há um mês e também acompanhava a cerimônia da troca da bandeira. Ela disse que só reparou que os vidros haviam sido quebrados após a passagem dos caças. "O barulho não dá para ouvir nada. Eu estranhei que ele estava muito baixo", disse.

Comentários

  • Osmar Dilama

    em 03/07/2012 as 18:50

    "Diz o ditado: \"Para bom entendedor meia palavra basta\". Então não confunda, \"Caça da FAB destrói vidraça\" com \"Kassab proibe sopa de graça\".
    www.osmardilama.com.br"

  • em 03/07/2012 as 12:40

    ""

  • jorge santos

    em 02/07/2012 as 22:35

    "É como os revanchistas aproveitam qualquer oportunidade! Estrago quem faz (e muito!) é o STF, o Congresso, o Executivo...E não indenizam ninguém! Em tempo: a Aeronáltica não vai indenizar coisa alguma."

  • Dvison. Recife.

    em 02/07/2012 as 20:54

    "A aeronaltica disse que vai pagar a conta. ok! Mas no final quem paga não somos nós mesmos?!.....
    "

  • Sergio Cunha

    em 02/07/2012 as 20:08

    "Sr. Dionísio, certamente ninguém sabia que tais vidros sofreriam com a passagem dos caças. É possível supor.
    A tempo, não existe no processo contra Cachoeira, a participação de oficiais de qualquer das Forças, apenas um sargento da aeronáutica que nunca gozou de boa reputação entre seus pares. "

  • dionisio

    em 02/07/2012 as 19:27

    "Estranho, muito estranho existir um oficial da aeronáutica envolvido com o escândalo cachoeira e o Supremo, prestes a julgar o mensalão, ser alvo da barreira do som. Ninguém sabia que os vidros iriam se partir?"

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