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Saúde

Mais de 350 milhões de pessoas sofrem de depressão no mundo

Número de casos entre as mulheres é 50% mais elevado que nos homens

iG 09 Outubro de 2012 - 23:47

Foto: Getty Images

Depressão: o número de mulheres afetadas pela doença é 50% mais elevado que o de homens

Depressão: o número de mulheres afetadas pela doença é 50% mais elevado que o de homens

Mais de 350 milhões de pessoas no mundo sofrem de depressão ou problemas mentais, segundo as últimas cifras da Organização Mundial da Saúde (OMS), publicadas por ocasião do Dia Mundial da Saúde Mental, que será celebrado nesta quarta-feira (10).

Segundo estimativas da OMS, a depressão é comum em todas as regiões do mundo. Um estudo realizado com o apoio da OMS mostra que em torno de 5% de pessoas sofreram com a depressão no último ano.

"As mulheres são mais propensas a sofrer com a depressão do que os homens", explicou Shekhar Saxena, diretor do Departamento de Saúde Mental e Abuso de Substâncias Psicoativas da OMS.

Entre elas, o número de casos é 50% mais elevado que nos homens. A maior prevalência nas mulheres, explicou Saxena, se deve principalmente à depressão pós-parto que afeta até uma em cada cinco.

A depressão, segundo a OMS, é diferente das mudanças de humor mais comuns. Ela se manifesta por um sentimento de tristeza que dura ao menos duas semanas e que impede a pessoa de levar uma vida normal.

É fruto da interação de fatores sociais, psicológicos e biológicos. Em muitas ocasiões, está relacionada com a saúde física. Uma doença cardiovascular pode, por exemplo, desencadear a depressão.

Além disso, em circunstâncias particulares, como as dificuldades econômicas, o desemprego, as catástrofes naturais e os conflitos podem aumentar o risco.

Nos casos mais graves, a depressão pode levar ao suicídio. Cerca de um milhão se suicida a cada ano e uma grande porcentagem padece de depressão profunda.

Mais de 50% das pessoas que se matam sofriam de depressão, segundo Saxena. Quanto mais desenvolvido é o país, mais aumenta a incidência da doença entre a população, alertou o especialista.

Devido ao estigma associado à doença, muitos dos portadores de depressão não admitem que a têm. Além disso, segundo Saxena, a depressão muitas vezes está mal diagnostica em jovens e crianças.

A primeira etapa do tratamento consiste em admitir que se sofre com a doença e buscar ajuda, enfatiza a OMS. A entidade atestou em um comunicado que "quanto antes se coloca o tratamento em andamento, mais eficiente ele é". O tratamento da depressão em geral é feito com medicamentos e terapia.

"Existem tratamentos muito eficazes contra a depressão. Infelizmente, menos da metade das pessoas deprimidas recebe os cuidados de que necessita. Esta cifra é, inclusive, inferior a 10% em muitos países", conclui Saxena.

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