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Brasil

Corpo de jornalista é encontrado após oito dias desaparecido no PR

Anderson Leandro da Silva teria sido morto por motivos passionais, segundo a polícia

UOL 18 Outubro de 2012 - 21:08

Foto: Sindjor-PR

Corpo de Anderson Leandro da Silva foi localizado nesta quinta (18) em Quatro Barras

Corpo de Anderson Leandro da Silva foi localizado nesta quinta (18) em Quatro Barras

A Polícia Militar do Paraná e o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) confirmaram na tarde desta quinta-feira (18) a morte do jornalista Anderson Leandro da Silva, 38, desaparecido em Curitiba há oito dias. O corpo de Silva foi localizado em um terreno descampado do município de Quatro Barras, na região metropolitana de Curitiba, com ferimentos de arma branca.

Para o Gaeco, trata-se de crime passional: os policiais e os agentes do grupo foram levados até o corpo por um suspeito preso no início da tarde de hoje. Ele vivia com uma adolescente de 16 anos com quem o jornalista estaria se relacionando, e apreendida.

Em entrevista ao UOL, o coordenador do Gaeco do Paraná, Leonir Batisti, disse que a adolescente prestou depoimento no qual admitiu ter telefonado ao suposto amante, na última quarta-feira (10), para se encontrar com ele. Também em depoimento, o companheiro dela disse que, depois que o jornalista encontrou a jovem, o  matou.

"Em depoimento, esse rapaz [que confessou o assassinato] nos disse que o Anderson era 'um pedófilo'. Mas ele [o suspeito] tem um filho com essa moça", disse o promotor, salientando que outras hipóteses de investigação serão consideradas.

O jornalista, que trabalha com entidades e movimento sociais, havia sido visto pela última vez na quarta (10). O último contato dele, por telefone, havia sido com o filho, por volta das 12h30 do mesmo dia. Em seguida, deixou a produtora de vídeo na qual trabalha e disse que iria a Quatro Barras para um encontro de trabalho.

De acordo com Batisti, a adolescente teria ligado para Silva e se encontrado com ele em uma praça. “O que ela disse é que depois de se encontrarem, ele a levou de volta e depois desapareceu. Provavelmente, o companheiro dela os encontrou, mas investigamos se ela o teria atraído a mando ou em conluio com o rapaz que prendemos”, disse.

Em depoimento, o suspeito disse que, antes do crime, já havia sido internado em um hospital psiquiátrico. “No dia seguinte ao crime, segundo ele, também teria procurado esse hospital”. Conforme o coordenador do Gaeco, o rapaz tinha ferimentos pelo corpo.

Além do Gaeco, que é formado por agentes do Ministério Público Estadual e das polícias Civil e Militar, o Grupo Tigre --unidade especial da Polícia Civil do Paraná para casos de sequestro --também estava no caso.

Protesto hoje cedo

Hoje de manhã, um protesto com familiares e amigos de Silva e com representantes de movimentos sociais reuniu centenas de pessoas em frente à Catedral Basílica de Curitiba para pedir mais agilidade nas investigações sobre o desaparecimento, que entrava no oitavo dia.

Os manifestantes estavam vestidos com camisetas com a foto de Silva e fizeram um grande círculo para gritar palavras de ordem pedindo mais atenção ao caso por parte das autoridades policiais. Depois da concentração, todos caminharam pelo calçadão da rua XV, no centro da capital paranaense.

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