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Brasil

Julgamento do goleiro Bruno deve demorar dez dias e custar R$ 35 mil

Saiba como vai funcionar o júri que deverá ouvir o depoimento de 30 testemunhas

r7.com 24 Outubro de 2012 - 08:30
Jogador será julgado com outros quatro acusados no caso

Jogador será julgado com outros quatro acusados no caso

O advogado criminalista Marcelo Peixoto Melo aponta a quantidade de testemunhas e complexidade do caso como fatores que influenciam na demora do julgamento. Ele explica que o plenário será dividido basicamente em três partes: o depoimento das testemunhas, sendo que são ouvidas primeiro aquelas que foram convocadas pelo MPMG e depois as de defesa, interrogatório dos cinco réus e, por fim, os debates entre defesa e acusação. Melo aponta a importância do papel dos jurados. É durante o debate que as partes têm direito à mostrar documentos ou demais provas materiais. Cada jurado recebe cédulas individuais onde analisa a materialidade e autoria dos fatos, e indica se absolve ou condena os envolvidos. Por fim, a juíza define a sentença a ser aplicada em cada caso.

Faltando apenas 26 dias para o início do julgamento do goleiro Bruno Fernandes e outros quatro réus envolvidos no caso do desaparecimento e morte da modelo Eliza Samudio, os detalhes sobre o júri começam a ser revelados. Previsto para durar cerca de dez dias, de acordo com as estimativas da juíza Marixa Fabiane Lopes, da comarca de Contagem, na região metropolitana de BH, ele deve custar cerca de R$ 35 mil aos cofres da Justiça. Os gastos envolvem a hospedagem dos sete jurados, que devem ficar confinados em um hotel, e alimentação dos réus e de outras 30 testemunhas.

O júri acontece no Fórum de Contagem a partir do dia 19 de novembro e deve começar diariamente por volta de 9h. A intenção é que as sessões se encerrem entre 18h e 19h. Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), cada réu terá direito à apresentação de cinco testemunhas, além de outras cinco arroladas pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Os jurados serão sorteados no dia do plenário, entre uma lista de 25 pessoas, sendo que representantes da defesa e da acusação podem recusar até três deles.

Saiba como funciona

A disposição dos integrantes na sala da audiência é feita da seguinte forma: em uma área delimitada, estará a juíza. Sentado ao lado esquerdo dela, ficará o escrivão responsável e à direita, o promotor Henry Wagner Vasconcelos de Castro, representante do MPMG. Há uma mesa separada para a defesa e sete cadeiras instaladas para os jurados, que durante o julgamento, ficam de frente para os acusados. As testemunhas permanecem no local somente durante o depoimento, de costas para a plateia. Foi determinada a distribuição de 50 senhas para a imprensa e outras 50 para familiares que pretendem assistir ao plenário.

— O jurado tem como compromisso analisar o caso baseado no que vai ouvir e tirar suas conclusões. Por isso, ele não pode em momento nenhum conversar com outros jurados nem ser afetado por fatores externos.

Crimes

Serão julgados no dia 19, o goleiro Bruno, que responde, assim como Macarrão, por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, emprego de meio cruel e uso de métodos que dificultam a defesa da vítima); Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, irá responder por homicídio duplamente qualificado (meio cruel e sem permitir defesa da vítima) e, por fim, Dayane Rodrigues e Fernanda Gomes, que respondem por sequestro e cárcere privado. Uma nova data será marcada para o júri de Elenilson Vitor da Silva e Wemerson Marques de Souza, que conseguiram o desmembramento do processo.

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