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Política

Beto Baía decreta estado de emergência em União

Caos administrativo e indícios de fraudes da gestão anterior são os motivos

04 Janeiro de 2013 - 12:15

Foto: Assessoria

Prefeito Beto Baía vai poder contratar serviços sem licitação por 180 dias, em União dos Palmares

Prefeito Beto Baía vai poder contratar serviços sem licitação por 180 dias, em União dos Palmares

Foi apenas os prefei­tos terem acesso às informações institu­cionais sobre a situação das prefeituras, que eles viram que o ‘buraco’ é bem mais embaixo.

O prefeito de União dos Palmares, Beto Baía (PSD), conheceu essa realidade ao se depa­rar com um verdadeiro caos administrativo e decretou situação de emergência ad­ministrativa na prefeitura.

Em decreto publicado na edição de ontem, do Diário Oficial do Estado, Baía de­clarou situação de anorma­lidade e situação de ‘total desorganização administra­tiva’ nas áreas de Saúde, Educação e Assistência So­cial.

A Prefeitura de União poderá realizar contrata­ções emergenciais, por meio de dispensa de licitação, por um prazo de 180 dias. Para fins de contratação, os titu­lares das pastas municipais devem encaminhar ofícios ao prefeito descrevendo a gravi­dade da situação requerida para efetivar a contratação.

O decreto faz alusão ain­da a contratação imediata de veículos para a municipa­lidade, por exemplo. O texto do decreto diz que, caso não seja possível a contratação de empresas que prestem lo­cação de veículos, poderá ser feita contratação direta dos proprietários dos automó­veis, identificando o veículo, chassi, a placa e a finalidade da contratação.

Ficam ainda suspensas as compras públicas. A par­tir de agora, apenas o Gabin­te do Prefeito pode autorizar expressamente a realização das transações.

Baía justificou a instala­ção da situação de emergên­cia administrativa diante da situação caótica que ele encontrou na administração pública palmarina. Ausência de medicamentos essenciais nos postos de saúde, falta de merenda escolar nas insti­tuições de ensino, carência de material de expediente, sobretudo, de limpeza nos órgãos públicos, foram ape­nas alguns dos motivos ale­gados.

Pesou também para a proclamação do decreto a operação do Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc), do Mi­nistério Público Estadual, que colheu uma série de do­cumentos da prefeitura, ain­da no mês de dezembro. A farta seleção de documentos deve apurar indícios de frau­des em licitação, durante a gestão de Areski Freitas, o Kil (PTB).

Seguem paralisados ain­da o serviço de limpeza ur­bana, transporte escolar e outros, paralisados ainda na gestão anterior.

Leia mais na edição do jornal Tribuna Independente desta sexta-feira (4).

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