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  • Alagoas, de 2014
Cidades

Previsão de chuva no Sertão alagoano é só em abril

Semiárido alagoano enfrenta estiagem desde agosto de 2011 e já teve perdas consideráveis na Agricultura e Pecuária

09 Janeiro de 2013 - 09:24

Foto: UOL

Rio Traipu está seco ou com água salobra em algumas áreas

Rio Traipu está seco ou com água salobra em algumas áreas

Desde agosto de 2011 o Sertão e parte do Agreste alagoano sofrem com a seca, que de acordo com a meteorologia, não tem previsão certa para acabar. Enquanto isso, a situação dos municípios é alarmante.

O meteorologista Vinícius Pinho, da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, disse que apesar de estar nublado no Sertão não existe previsão de chuva nos próximos dias. “A previsão não é muito otimista em relação a essa região. Pode ser que volte a chover no fim de abril ou maio. No entanto não podemos fazer uma previsão em um prazo tão longo de tempo”, frisou.

A prefeita de Traipu, Conceição Tavares, afirmou que a situação do município é terrível, apesar do esforço do governo do Estado. Ela disse que o Rio Traipu secou e a água é salobra. “Estou indo falar com o governo para adiantar a construção de barragens, pois o município sozinho não tem condições de ajudar o povo”.

Conceição afirmou que, além do problema da seca, encontrou a prefeitura de Traipu sucateada. “Além da seca natural, temos uma seca administrativa. Este ano não teve nem o plantio de milho”, destacou.

Para a prefeita, Traipu está num atraso de mais de 20 anos. Ela compara a situação a de uma catástrofe. “Ganhei a eleição, sou prefeita e não consigo dormir. O povo está na expectativa, mas diante de um atraso deste não consigo resolver tudo”, reclamou.

A produção de cana-de-açúcar do Estado foi reduzida a 15%; a de mandioca teve uma redução de 28%; a produção de milho e feijão foi reduzida a 44% e o leite teve uma redução de 35%.

Entre as ações emergenciais efetivadas entre o ano passado e este início de ano, o governo investiu cerca de R$ 2 milhões na operação pipa, com 220 caminhões-pipa abastecendo 120 mil pessoas. Já foi liberado pela Casal 700 milhões de litros de água para 1.010 comunidades.

Foram adquiridas pelo governo dez conjuntos de motobombas, que serão usadas para facilitar o abastecimento dos carros-pipa.

A população dos municípios atingidos também está recebendo o Bolsa Estiagem, são 24 mil agricultores atendidos. 20 mil agricultores estão sendo atendidos pelo Garantia Safra. A Seagri e a Emater estão com 30 técnicos para auxiliar os produtores na elaboração de projetos para acesso a crédito especial. Foram adquiridos também 6.600 toneladas de bagaço de cana, que está sendo distribuído para alimentar o gado.

Comentários


  • O$ DONO$ DO $ERTÃO

    MAPA DA DESERTIFICAÇÃO
    Grupo de trabalho interministerial (GTIM) (2003)
    1. Ministério do Meio Ambiente (MMA) (Coordenação)
    2. Ministério da Integração Nacional (MI)
    3. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS)
    4. Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento (MAPA)
    5. Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA)
    6. Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT)
    7. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG)
    8. Estados da Bahia, Ceará, Paraíba e Pernambuco (como titulares) e de Sergipe, Rio Grande do Norte, Alagoas e Piauí (como suplentes daqueles, respectivamente)
    9. Rede Internacional de ONGs sobre Desertificação (RIOD), representada pela Aspan
    10. Articulação no Semi-Árido Brasileiro (ASA), representada pela Associação Maranhense para a Conservação da Natureza (Amavida)
    11. Fundação Grupo Esquel Brasil (FGEB)
    12. Rede de Educação do Semi-Árido Brasileiro (RESAB), representada pelo Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (Irpaa)
    13. Agência Nacional de Águas (ANA)
    14. Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama)
    15. Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf)
    16. Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs)
    17. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
    18. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)
    19. e Banco do Nordeste do Brasil S. A. (BNB)
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    PAN BRASIL – Ministério do Meio Ambiente (2005)
    De acordo com a Secretaria de Recursos Hídricos do MMA, também foram firmados acordos com o Rio Grande do Norte e Maranhão. Segundo José Roberto de Lima, coordenador do Programa de Ação Nacional de Combate à Desertificação, todos os estados das Áreas Suscetíveis à Desertificação (ASD) serão parceiros do MMA na implementação do PAN-Brasil. “Já estão em andamento os acordos com todos os estados. Vamos trabalhar em conjunto com os governos estaduais para garantir que até 2009 a questão da desertificação tenha sido freada e possamos começar a trabalhar com a recuperação dessas áreas”
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    Plano de Ação Estadual de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAE-PE), responsável pela solicitação do estudo, que receberá R$ 540 mil da SUDENE e R$ 60 mil do Tesouro Estadual.
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    CARRO PIPA
    São José do Egito com 31.000 habitantes – investimento de 3.000.000,00 ano com fornecimento de água com caro pipa, isso para a situação continuar como está.

    Tendo por base São José do Egito, para fornecimento de água em 122 municípios será investido 366.000.000,00/ano. Isso para continuar como está. Apenas não deixar morre de sede os habitantes.
    Se o recurso existe por que não eliminar a causa?.

    O SERTÃO PERNAMBUCANO
    O prejuízo calculado na pecuária é de R$ 800 milhões. Na agricultura, quase toda a safra foi perdida, e as perdas ultrapassam os R$ 700 milhões.

    PREJUÍZO NÃO CONTABILIZADO
    Êxodo Rural, saúde, educação, qualidade de vida, impostos... a sobrevivência das famílias.
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    CHUVA NO SERTÃO PERNAMBUCANO
    “Infelizmente, para a quadra chuvosa do Sertão, que é de dezembro a março, a perspectiva não é muito boa, é de chuvas abaixo da média. A partir de março, há uma tendência de reversão desse quadro, mas que pegaria pouco a região do Sertão, seria mais solução para as regiões do Agreste, Zona da Mata e Litoral”, afirmou Sérgio Torres, diretor da Agência de Águas e Clima de Pernambuco.
    __________________________________________________________
    Minha colaboração
    Apresentei, informalmente, hoje, 10/01/2012 a SEMAS-PE uma possível solução para o abastecimento de água definitivo para o $ertão - transposição do excesso de água da chuva das represas do ageste e zona da mata pernambucana através de dutos para as áreas afetadas.

    Minha conclusão
    O$ e$tudio$o$ caducam e morrem e$tudando o $ertão e não con$eguem uma $olução - por que $erá? $$$.$$$.$$$.$$$.$$$,$$
    Eitha $ertão!

    GilbertoVasconcelos em 11/01/2013 as 12:40

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