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Filha do rei da Espanha é investigada por corrupção

Infanta Cristina foi indiciada nesta quarta-feira em processo sobre enriquecimento ilícito

R7 03 Abril de 2013 - 18:23

Foto: Reuters

Infanta Cristina, ao lado do marido, Iñaki Urdangarin; filha do rei Juan Carlos 1º é acusada de envolvimento em corrupção

Infanta Cristina, ao lado do marido, Iñaki Urdangarin; filha do rei Juan Carlos 1º é acusada de envolvimento em corrupção

A infanta Cristina, filha do rei Juan Carlos, da Espanha, foi indiciada nesta quarta-feira como cúmplice de seu marido na investigação de um suposto caso de enriquecimento ilícito.

O juiz de instrução José Castro intimou a princesa, de 47 anos, a prestar depoimento em 27 de abril, como parte de uma investigação iniciada há dois anos.

É a primeira vez que um membro da família real é alvo de um procedimento criminal desde que Juan Carlos voltou do exílio e assumiu o trono, após a morte do caudilho Francisco Franco, na década de 1970.

Castro disse haver indícios de que a infanta auxiliou de alguma forma as ações do seu marido, Iñaki Urdangarin, já indiciado por fraude, evasão fiscal, falsificação de documentos e apropriação de 6 milhões de euros em verbas públicas, na época em que ele dirigia uma entidade beneficente.

"A lei é a mesma para todos", disse o magistrado em um documento no qual explicou a decisão. A frase ecoa as palavras do próprio rei em um pronunciamento de Natal em 2011.

O caso contribui para o sentimento de indignação popular contra os ricos e poderosos na Espanha, que tem um dos piores índices de desemprego da Europa (26 por cento) e passa por uma grave recessão.

Especialistas em corrupção dizem que Castro parece estar se preparando para submeter Urdangarin e Cristina a julgamento. A fase de instrução do processo deve terminar dentro de poucos meses e seria seguido por mais alguns meses de espera até o eventual julgamento.

A família real disse, por meio de um porta-voz, que ficou surpresa com o indiciamento, mas que tem "máximo respeito" pelas decisões judiciais.

Manuel Villoria, especialista em corrupção e professor de ciências políticas na Universidade Rei Juan Carlos, descreveu as acusações como "devastadoras" para a família real.

"Ele (Castro) está dizendo que a considera uma cúmplice, que (Urdangarin) não poderia ter feito nada sem ela. Ela tinha conhecimento e não pôs um basta a isso", afirmou Villoria.

A decisão deve agravar a insatisfação popular com a família real, alimentando um debate sobre se o rei, antes popular, deveria renunciar em prol do seu filho, o príncipe Felipe.

O rei, de 75 anos, e sua mulher, a rainha Sofia, têm buscado se distanciar do escândalo de corrupção. Urdangarin não tem participado de eventos da família real, e fotos dele foram retirados do site oficial.

Num outro caso que também motivou indignação popular, juízes formalizaram as acusações contra três ex-tesoureiros do Partido Popular (governo) por crimes que incluem pagamento de suborno, lavagem de dinheiro e evasão fiscal.

Comentários


  • a princesa vai ser indiciada....é um bom começo, de certo achou que seria blindada por ser da realeza, tem sempre uma primeira vez, parabéns às autoridades locais, bons exemplos tem que ser seguidos.......seu querido pai a anos e anos atrás foi acusado de ter matado por engano, ou por acidente seu irmãozinho que, na hierarquia , seria o futuro rei da Espanha, e tudo ficou por isso mesmo, agora os tempos são outros mesmo com essas monarquias arcaicas, decadentes que a cada dia que passa estão fadadas a serem extintas.

    eliana em 04/04/2013 as 13:05

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