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  • Alagoas, de 2014
Política

Família de bancário não quer a prescrição do crime

O processo da morte de Dimas Holanda está parado há mais de um ano

18 Abril de 2013 - 08:05

Foto: Sandro Lima

Deputado João Beltrão é acusado de mandar matar o bancário

Deputado João Beltrão é acusado de mandar matar o bancário

Há 16 anos esperando por Justiça, familiares do bancário Dimas Holanda, morto em abril de 1996, estiveram reunidos no início da semana com o presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), desembargador José Carlos Malta Marques, que se comprometeu em não deixar o crime prescrever. Irmão da vítima, Davi Holanda, disse que está disposto a tudo para dar seguimento no processo.

“Ele [Malta Marques] prometeu a minha família que não vai deixar o assassinato do meu irmão prescrever”, declarou Davi Holanda.

Ele disse que se for preciso vai até o Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, para evitar que o crime fique impune. “Disse ao presidente do TJ que se eu sentir alguma ameaça ou tentativa de impedir o andamento do processo, vou acampar na porta do STF até ser recebido pelo ministro Joaquim Barbosa, e ele vai ficar sabendo que um crime cometido há 16 anos, ninguém ainda foi punido”, desabafou. 

O processo da morte do bancário está parado há mais de um ano e Davi Holanda atribuiu a culpa disso ao Tribunal de Justiça, pois a família foi pega de surpresa com essa notícia.

Para o irmão de Dimas Holanda, a impunidade aumenta a criminalidade no país e principalmente em Alagoas. “Chega de crimes, precisamos dar um basta! Como é possível, após 16 anos da morte do meu irmão ninguém ter sido condenado, embora a Justiça tenha os nomes? Um ano para lavrar um acórdão?”, criticou.

“Não queremos vingança, apenas queremos que a Justiça seja feita”, disse.

O acórdão da sessão que rejeitou a denúncia do Ministério Público Estadual (MP/AL), que apontou o deputado estadual João Beltrão (PRTB) como autor intelectual do crime, era de responsabilidade do desembargador Orlando Manso. Ele deveria ter sido publicado desde fevereiro do ano passado, mas o desembargador se aposentou e até o momento o documento não foi publicado. Após publicado, o MP/AL irá recorrer. 

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