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Cidades

Julgamento dos 'ninjas' tem carta anônima e pedido de manutenção de pena

Fato teve repercussão internacional e inclusive a ONU chegou a denunciar Alagoas

11 Jun de 2013 - 18:00

Foto: Rívison Batista

O juiz Maurício Brêda

O juiz Maurício Brêda

Uma chacina que aconteceu no ano de 2002 e chocou a comunidade internacional está sendo julgada nesta terça-feira (11) na 7º Vara Criminal da Capital, no Fórum de Maceió, bairro do Barro Duro. Sete policiais militares são suspeitos de pertencer a um grupo de extermínio do município de União dos Palmares, conhecido como “ninjas”, estão sendo julgados pelo assassinato de quatro jovens da cidade há onze anos: Tiago Holanda da Silva, de 18 anos; Sizenando Francisco da Silva, de 17 anos; Sydrônio José da Silva, de 16 anos; e Maurício da Silva, de 19 anos.

Dois policiais militares estão sentados no banco dos réus: o tenente Antônio Batista de Lima Barreto e o Cabo Eraldo Tadeu Vieira dos Santos. Os demais réus não estão sendo julgados hoje porque ainda há recursos em tramitação no Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL). São eles Sandro Jorge da Silva, Jailson Vicente de Melo , Givaldo Vicente de Melo, José Elenildo de Souza Silva e Marcos Antonio Francisco Silva. Na época, a chacina chamou a atenção das Organizações das Nações Unidas (ONU), que denunciou Alagoas.

Os promotores de acusação Flávio Gomes da Costa e Marília Cerqueira representam o Ministério Público Estadual (MPE) e pedem a manutenção (prorrogação) das prisões dos dois policiais que se encontram no Fórum. Antônio Batista estava preso na Academia da Polícia Militar e Eraldo Tadeu estava no Presídio Baldomero Cavalcanti, em uma área destinada a militares.

De acordo com os promotores, uma das vítimas da chacina, Maurício da Silva, de 19 anos, já era casado e deixou uma esposa grávida. “O processo contém sete volumes e todos que estão no processo sabem o porquê de estarem lá”, disse a promotora Marília Cerqueira.

Na época da investigação do crime, em 2004, surgiu uma carta anônima que incriminava o tenente Antônio Batista e o cabo Eraldo Tadeu. No depoimento do tenente Antônio ao juiz da 7º Vara Criminal Maurício Brêda, o militar afirmou desconhecer o grupo criminoso conhecido como “ninjas” de União dos Palmares. Logo após a afirmação de Antônio, a promotoria rebateu: “Como você nunca ouviu falar, se o caso foi veiculado nacionalmente e internacionalmente?”, questionou a promotoria.

Ainda de acordo com os promotores, a criminalidade em União dos Palmares diminuiu bastante após a prisão dos policiais militares suspeitos de integrar “os ninjas”. Os promotores concluíram dizendo que a carta anônima realmente contém fatos incriminatórios.

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