• Alagoas, de 2012
Polícia

Agente penitenciário negocia fuga de preso por R$ 10 mil no Baldomero

Preso condenado a 19 anos por homicídio qualificado tentou passar pela guarita como visitante com carteira de identificação falsa

Ana Márcia 16/10/2011 11:13

Foto: Ana Márcia

Agente Valdemir Carvalho Ferreira está preso na Central de Polícia e já tinha recebido R$ 5 mil pela fuga

Agente Valdemir Carvalho Ferreira está preso na Central de Polícia e já tinha recebido R$ 5 mil pela fuga

O agente penitenciário contratado Valdemir Carvalho Ferreira, 45 anos está preso na Central de Polícia por tentar soltar um preso que cumpre pena de 19 anos, por homicídio qualificado no Presídio Baldomero Cavalcante ontem, em troca de R$ 10 mil. Ele vai responder por crime de corrupção passiva, previsto nos artigos 304 e 317 do Código Penal Brasileiro. A fuga foi impedia pelos agentes penitenciários plantonistas do sábado, 15 de outubro.

O reeducando José Márcio Freitas Vieira, 24 anos, negociou a sua liberação, adiantando R$ 5 mil. Segundo registros feito à Central de Polícia, sob a coordenação do delegado Roberto Lisboa, Márcio Freitas tentou se passar por visitante, utilizando uma carteira de identidade falsa: RG nº 32546873, pertencente a Marcos Almeida Vieira, expedida em 17.03.2004, quando foi abordado pelo agente penitenciário da guarita de segurança, qua acionou os demais colegas e a direção da unidade prisional.

Os próprios agentes penitenciários foram testemunhas da ocorrência, conduzindo Valdemir Carvalho Ferreira à Central de Polícia onde foi feita a prisão em flagrante. O caso será apurado pela 10ª Delegacia de Plantão.

O crime de corrupção passiva é atribuído a funcionário público quando: "solicitar ou receber, para si ou para outros, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem". A pena pode variar de 2 a 12 anos de prisão.

O preso José Márcio Freitas Vieira esteve preso também por ser pego em 2008 com armas, munições e drogas, no bairro do Bom Parto. À época havia acusações que ele integrava a quadrilha do traficante “Aranha”, um dos mais visados da capital. O líder do tráfico de drogas cumpre hoje pena no presídio federal de Catanduvas, no Paraná.

Comentários


  • esse agente tem que pegar a mesma pena que o bandido pegou. quem protege bandido e bandido tambem

    paulo lima em 16/10/2011 as 13:49

    Infelizmente é assim: o crime organizado paga bem e o estado desorganizado paga mal.

    Alagoana em 16/10/2011 as 12:13

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