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Brasil

Apresentadora Luisa Mell será intimada a depor sobre invasão

Segundo a polícia, outras seis pessoas da região de São Roque que teriam participado do ato foram identificadas por meio de fotos e publicações do Facebook

Terra 22 Outubro de 2013 - 21:50

Foto: Divulgação

A apresentadora Luisa Mell com beagles resgatados do Instituto Royal

A apresentadora Luisa Mell com beagles resgatados do Instituto Royal

A apresentadora Luisa Mell será intimada a depor sobre a invasão ao Instituto Royal na ocorrida na última sexta-feira, quando ativistas levaram do local 178 cães da raça beagle que seriam usados em pesquisas. De acordo com a delegacia de São Roque, a atriz Nicole Puzzi também será ouvida. Ambas faziam parte do grupo que protestava em frente ao instituto dias antes e que invadiu o local.

Segundo a polícia, outras seis pessoas da região de São Roque que teriam participado do ato foram identificadas por meio de fotos e publicações do Facebook. Elas já foram intimadas a prestar depoimento.

As oitivas dos representantes do laboratório vão acontecer nos próximos dias, segundo a delegacia de São Roque. Os investigadores também aguardam os laudos da perícia, que devem ficar prontos em 30 dias. A polícia informou ainda que, até o momento, nenhum cemitério clandestino de animais foi encontrado na região do Instituto Royal.

Ativistas retiram animais de instituto


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Ativistas invadiram, por volta das 2h de 18 de outubro de 2013, a sede do Instituto Royal, em São Roque, no interior de São Paulo, para o resgate de cães da raça beagle que seriam usados em pesquisas científicas. Mais tarde, coelhos também foram retirados do local. Cerca de 150 pessoas participaram da invasão. Ao todo, 178 cães foram retirados do instituto. O centro de pesquisas era alvo de frequentes protestos de organizações pelos direitos dos animais.

Os beagles são usados por ter menos variações genéticas, o que torna os resultados dos testes mais exatos. Apesar de os ativistas relatarem diversas irregularidades, perícia feita no Instituto Royal não constatou indícios de maus-tratos aos animais. No dia seguinte à invasão, um novo protesto terminou em confronto entre policiais militares e manifestantes e provocou a interdição da rodovia Raposo Tavares. Quatro pessoas foram detidas.

Em nota, o Instituto Royal refutou as alegações dos manifestantes. "O instituto não maltrata e nunca maltratou animais, razão pela qual nega veementemente as infundadas e levianas acusações de maltrato a seus cães. Sobre esse ponto, o instituto lamenta que alguns de seus cães, furtados na madrugada da última sexta-feira, estejam sendo abandonados", diz a nota, acrescentando que todas as atividades desenvolvidas no local são acompanhadas por órgãos de fiscalização.

Segundo o instituto, a invasão de sua sede constituiu um "ato de grave violência, com sérios prejuízos para a sociedade brasileira, pois dificulta o desenvolvimento de pesquisa científica no ramo da saúde". A invasão ao local, de acordo com a posição do Royal, provocou a perda de pesquisas e de um patrimônio genético que levou mais de dez anos para ser reunido. O instituto também informou que os animais levados durante a invasão, quando recuperados, serão recolhidos e receberão o tratamento veterinário adequado, podendo ser colocados para adoção.

Marcelo Morales, coordenador do Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea) - órgão responsável pela fiscalização do setor -, afirmou que nenhum animal retirado do laboratório sofria maus-tratos ou tinha mutilações. De acordo com o médico, o instituto era acompanhado pelo Concea, ligado aos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação e da Saúde, nos testes para medicamentos coadjuvantes na cura do câncer, além de antibióticos e fitoterápicos da flora brasileira, feitos a partir de moléculas descobertas por brasileiros. "Milhões de reais foram jogados no lixo e anos de pesquisas para o benefício dos brasileiros e dos animais também foram perdidos", disse o pesquisador.

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