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Brasil

PF descarta envolvimento de deputado com cocaína achada em helicóptero

Aeronave pertence à empresa do deputado estadual Gustavo Perrela, filho do senador Zezé Perrela

UOL 28 Novembro de 2013 - 20:12

Foto: Reprodução/Globo

Momento em que o helicóptero foi flagrado pela Polícia Federal em uma fazenda no município de Afonso Cláudio (ES), no último domingo

Momento em que o helicóptero foi flagrado pela Polícia Federal em uma fazenda no município de Afonso Cláudio (ES), no último domingo

A Superintendência da Polícia Federal no Espírito Santo mantém afastada, neste momento, a hipótese de envolvimento do deputado estadual Gustavo Perrella (Solidariedade-MG) no transporte de 450 kg de cocaína em um helicóptero da Limeira Agropecuária, empresa de propriedade do parlamentar mineiro.

A droga foi encontrada por policiais federais em uma fazenda no município de Afonso Cláudio (ES) no último domingo (24). O flagrante ocorreu logo após o pouso, no momento em que a cocaína era transferida do helicóptero para um carro. Quatro pessoas foram presas, entre elas o piloto Rogério Antunes e o copiloto Alexandre de Oliveira.

Embora não descarte a possibilidade de envolvimento do deputado, que é filho do senador e ex-presidente do Cruzeiro Zezé Perrella (PDT-MG), esta hipótese está afastada neste momento porque não há indícios contra o parlamentar, segundo afirmou ao UOL o delegado Leonardo Damasceno, titular da DRE (Delegacia de Repressão a Entorpecentes) da PF no Espírito Santo.

"Não descartamos a participação, mas não é uma linha de investigação viável no momento. A história tem uma pertinência sobre a utilização do helicóptero. O deputado não estava no local e a contratação do frete foi feita pelo copiloto, que subcontratou o piloto", afirmou o delegado.

Leonardo Damasceno disse que o piloto e o copiloto assumiram ter ciência da origem ilícita do material transportado e não citaram a participação de Gustavo Perrella. Rogério Antunes era funcionário de confiança do parlamentar e também tinha um cargo na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

Piloto diz que recebeu R$ 106 mil

De acordo com Damasceno, Rogério disse à PF que foi contratado por Alexandre e recebeu R$ 106 mil para levar a droga. "O Rogério admitiu que foi contratado pelo Alexandre para buscar o ilícito. Ele disse que não sabia propriamente o que era, mas, pelo valor que recebeu, desconfiava que era droga", afirmou o delegado.

Segundo o delegado, o copiloto admitiu ter sido contratado por traficantes para transportar a droga. "Ele efetivamente teve o contato com o dono da droga e admite que contratou o Rogério."

O flagrante só ocorreu porque, no momento da aterrissagem, policiais federais estavam em uma propriedade vizinha, fazendo uma diligência relacionada a outra investigação. Como não é comum a aterrissagem de helicópteros, a movimentação chamou a atenção dos agentes. Nenhuma das fazendas pertence à família Perrella, segundo o delegado.

Gustavo Perrella será ouvido pela PF por carta precatória, já que o deputado reside em Minas Gerais. O depoimento deverá ser feito até o início da próxima semana. Perícias estão sendo realizadas nos aparelhos telefônicos dos quatro detidos e no GPS do helicóptero.

A PF quer descobrir qual o percurso feito pela aeronave até o local do pouso. Recibos de abastecimento mostram que o helicóptero passou por Divinópolis, no interior mineiro, antes de chegar ao Espírito Santo. O delegado acredita que, antes de chegar em Minas Gerais, o veículo passou pelo aeroporto Campo de Marte, em São Paulo.

A perícia no GPS permitirá descobrir se o helicóptero passou por regiões de fronteira. Segundo o delegado, os traficantes se comunicaram com o copiloto por celulares modelo BlackBerry, que impedem a interceptação das comunicações.

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