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  • Alagoas, de 2014
Interior

Em Coruripe, população denuncia insegurança após onda de violência

Atentado foi registrado ontem em uma escola estadual na cidade litorânea

Da redação 28 Março de 2014 - 08:25

Foto: Cortesia/ Minuto News Coruripe

Estudantes supostamente colocaram fogo em ginásio de escola nesta quinta-feira

Estudantes supostamente colocaram fogo em ginásio de escola nesta quinta-feira

A população da cidade praiana de Coruripe, distante 100 km de Maceió, está assustada com o aumento da violência. Depois de mais um atentado registrado na tarde de ontem (27), nas proximidades da Escola Estadual Djalma Barros, na Rua Pernambuco Novo, a população pede por segurança.

Sendo um dos sete municípios mais violentos de Alagoas, segundo dados obtidos pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Coruripe - que possui pouco mais de 60 mil habitantes - se apresenta como uma cidade insegura.

“Ultimamente esses crimes acabam acontecendo na luz do dia. Antigamente não era assim”, diz uma moradora que preferiu a discrição. De acordo com ela, o número de casos violentos na cidade estão aumentaram desde o Carnaval entre o final de fevereiro e 4 de março.

Após esse período a cidade registrou pelo menos três assassinatos. No dia 6 de março, dois homens entre 52 e 68 anos de idade morreram com golpes de faca peixeira na zona rural da cidade. No dia 17, um outro homem, Fabiano Santos foi assassinado a tiros no conjunto habitacional João Beltrão de Castro.

Olhe, a cidade de uns dois ou três anos pra cá não é mais a mesma cidade. A Polícia Civil está sucateada e a militar também. Você passa pelo Grupamento Militar daqui e nota apenas três policiais”, diz o chefe de serviço da Delegacia Regional de Coruripe, Sidney Ribeiro.

De acordo com Sidney, as investigações estão prejudicadas por falta de uma viatura e de efetivo. “Quando esses crimes ocorrem acaba que não temos uma viatura para utilizar nas investigações. Estamos limitados e eu não vou utilizar o meu carro para isso”, desabafa.

Ainda segundo o agente civil, 28 inquéritos foram instalados na delegacia no mês de fevereiro entre casos de homicídios, estelionatos e agressões a mulheres. “Com um número elevado desse e com a estrutura que nós temos fica difícil dar uma resposta satisfatória para a sociedade”, complementa.

VANDALISMO

Na última terça-feira (25), vândalos invadiram a Escola Estadual Djalma Barros e atearam fogo em cadeiras e bancas no ginásio de esportes da unidade. Três ex-estudantes foram identificados pela polícia que instaurou mais um inquérito. 

O delegado lida com a tese de que o crime foi uma forma de intimidar a diretora da unidade escolar. Todos os ex-estudantes haviam sido expulsos da escola e em represália decidiram pela depredação do patrimônio público.

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