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  • Alagoas, de 2014
Interior

Obra leva cordelista alagoano a Poços de Caldas

‘A proezas do É’, de Valdemir Ferreira, tem dois mil versos começados com o verbo ser na terceira pessoa do presente do indicativo

31 Março de 2014 - 09:55

Foto: Divulgação

Poética de ‘Cartuxo Cordelista’ o torna o único em determinado gênero da Literatura de Cordel

Poética de ‘Cartuxo Cordelista’ o torna o único em determinado gênero da Literatura de Cordel

Autor de mais de 50 livretos com temas voltados, principalmente, para a educação de crianças e adolescentes, o cordelista alagoano Valdemir Ferreira, popularmente conhecido em toda a Região Agreste como “Cartuxo Cordelista”, está sendo reconhecido fora de Alagoas, com o convite para participar da 9ª edição da Feira Nacional do Livro (Flipoços), que será realizada entre os dias 26 de abril e 4 de maio, em Poços de Caldas, no estado de Minas Gerais.

Um dos trabalhos do cordelista alagoano foi o livro “As Proezas do É”. A obra de literatura popular tem dois mil versos que sempre começam com a conjugação do verbo ser na terceira pessoa do presente do indicativo.

Uma licença poética que torna o escritor o único neste gênero de Cordel em todo o Brasil, e por isso foi convidado para apresentar o trabalho e representar o estado de Alagoas no evento literário.

A Feira Flipoços é a segunda mais importante do país, e este ano terá como tema “A cultura popular na arte e na literatura”. O patrono do evento será o escritor Ferreira Gullar.

A cidade mineira receberá escritores e profissionais do ramo. Entre os convidados internacionais, cinco nomes já estão confirmados para debater a literatura portuguesa e espanhola. São eles: o espanhol Eric Frattini e os portugueses Luis Miguel Rocha, Pedro Guilherme-Moreira, Joel Neto e o sobrinho de Fernando Pessoa, Luis Miguel Roza Dias.

Mas o talento do cordelista alagoano tem uma particularidade que o torna uma atração bastante esperada pelos organizadores e participantes da feira literária

Cartuxo Cordelista é filho de uma costureira e de um mecânico. O artista passou toda a sua infância e adolescência na Rua Boa Vista e atualmente reside na Rua Estudante José de Oliveira Leite, no centro de Arapiraca.

Ele começou a trabalhar aos 11 anos de idade vendendo picolés; aos 13 entregava botijões de gás. Antes de ingressar no Banco do Brasil – onde trabalhou de 1981 a 1997, lecionou Matemática na Escola Hugo Lima e trabalhou em uma empresa multinacional de beneficiamento de tabaco (fumo).

Sua obra é extensa. São 70 cordéis produzidos em parceria com o amigo Paulinho da Julita, que reside na cidade de Girau do Ponciano, e faz as assinaturas dos desenhos e ilustrações das capas de cada livro.

Comentários


  • Gostei da matéria Cartuxo Cordelista, que tal explorar mais a vida deste nosso representante na Feira Flipoços? Parabéns pela matéria.

    José Dilson Mota Souza em 31/03/2014 as 13:35

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